Karlos Thotta

Invenção e eleição de um chefe-Rei

Publicado em segunda-feira, Maio 4, 2020 ·

O TÍTULO DE PRESIDENTE DE UM PAÍS FOI A MELHOR ESCOLHA DE NOME, CONCEBIDO PELA ENGENHARIA POLÍTICA, PARA SUBSTITUIR O ANTIGO TÍTULO DE REI.

Escolher o chefe foi um dos passos naturais dados pelos primitivos desenvolvimentos humanos, tão logo eles se elevaram a um grau mínimo de organização.

Fazer do chefe um Rei, ungindo-o com a mística de um ser especial por cujas veias corre sangue de cor diferente, e que tem conexão privilegiada com o divino, é o passo seguinte para consolidar a figura dum Rei-poderoso que foi mais adiante, até o tempo onde o cérebro humano aprendeu usar a razão contra todos os preceitos supersticiosos, e o uso do direito contra as arbitrariedades geradoras de desmandos e injustiças.

Diante dessas novas oportunidades e de entendimentos acumulados, em muitos séculos de aprendizados, não mais se acredita em seres com poderes especiais, como as crenças em poderes divinos atribuídos ao Rei, que já sente obsolescência devido a aproximação do prazo de validade de sua falsa superioridade humana.

Mas como será possível, sem ter um personagem central, senhor de suprema autoridade, e protegido por forças divinais, evitar as anarquias e as dispersões prováveis?

Os fundadores da nova nação norte-americana, responderam, a essa pergunta, inventando o presidencialismo que ostentava, no seu centro, uma figura representando o Presidente Constitucional de todos os americanos.

O Presidente dos Estados Unidos, é semelhante aos antigos monarcas, que se apresentavam como herdeiros de uma história, e continuadores de uma linhagem.

O TÍTULO DE PRESIDENTE DE UM PAÍS FOI A MELHOR ESCOLHA DE NOME, CONCEBIDO PELA ENGENHARIA POLÍTICA, PARA SUBSTITUIR O ANTIGO TÍTULO DE REI.

 

 

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