Hervázio e Aníbal falam dos 6 primeiros meses de RC; Tucano é criticado por ‘mudar de lado’

Publicado em domingo, julho 3, 2011 ·

anibal-marcolinoO programa Conexão Arapuan, da TV Arapuan, promoveu um debate acalorado entre os deputados estaduais Hervázio Bezerra (PSDB) e Aníbal Marcolino (PSL) a respeito dos seis primeiros meses do governo Ricardo Coutinho (PSB).

A discussão que era para ser sobre o desenvolvimento do governo no primeiro semestre, virou um bate rebate a respeito da posição do tucano que ‘mudou de lado’ e deixou de ser oposição. Hervázio afirmou que ele discordou da determinação do partido. “o partido fez uma composição na eleição, mas eu divergi e resolvi apoiar Ricardo… A política nos impõe estas condições, hoje eu estou na Assembleia Legislativa (AL) e integro a bancada da situação e não faço política pela metade”, diz.

Questionado a respeito de outras divergências com a decisão do partido, o deputado foi relembrado das eleições de 2010 onde o tucano já havia discordado da aliança do PSDB com o PSB e depois voltou atrás. Hervázio se defendeu garantindo que não faz jogo duplo. Ele destaca ainda que adversários políticos podem se tornar aliados e aponta o caso do então governador Antonio Mariz e a família Gadelha. Fazendo isso, ele compara a sua situação em ter ido contra o partido e ter apoiado Ricardo.

A respeito das divergências familiares, Hervázio garantiu que antes de tomar a decisão de apoiar Coutinho, conversou com Cícero Lucena (PSDB) e com a sua prima a desembargadora Fátima Bezerra. “Pouca gente teve hombridade e honestidade para fazer isso”, alfineta.

O deputado Aníbal que estava calado até então, também falou de sua rixa política com o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB). O oposicionista explicou que por motivos pessoais ele foi contra o que havia sido decidido pelo partido e não votou em Ruy. Contudo o deputado afirmou que Hervázio o fez mudar de idéia em relação ao parlamentar.

Aníbal aproveita para atacar o governo afirmando que enquanto oposição o próprio Hervázio sofreu perseguições. “Se Hervázio não tivesse ganho ele iria ficar a favor?… Não, ele seria oposição”, critica.

O deputado afirmou que recebeu o convite para ocupar uma cadeira na a AL com a condição de não criticar o governo, mas garantiu que não aceitou. Ele da a entender que essa foi a situação que aconteceu com Hervázio que era apenas o segundo suplente de deputado.

Hervázio rebateu apontando o caso onde a oposição foi contra a criação da Secretaria de Habitação. “Eu fui defenestrado da presidência da oposição porque diziam que eu parecia mais líder da situação”, diz. Aníbal afirmou que quando o tucano fazia parte da oposição, foi feito um dossiê contra o deputado e concluiu dizendo que ficou no ‘meio da briga’. “E ainda vem a secretária de Saúde da capital que, segundo Aníbal, bate na administração passada onde o deputado Hervázio era o secretário.

Finalmente entrando no assunto para o qual foram chamados ao programa, o deputado Hervázio principiou a avaliação do governo comparando a administração estadual com a de outros estados do Brasil. Ele comentou que a intervenção da polícia nas favelas do Rio de Janeiro fez os bandidos migrarem para outros estados. O tucano ainda explicou: “Na área da saúde você pode pegar qualquer estado, as noticias são as mesmas, na educação a mesma coisa”, diz.

O governista criticou a falta de compromisso da política federal e afirmou que o Pacto pela Paraíba precisa acontecer com desprendimento por parte dos políticos, pois “até agora só fizeram lista”, reprova.

Outra coisa que o deputado critica é o fato de fazer avaliações muito precoces do governo “com 100 dias já estão fazendo avaliação”, diz. Contudo para enfatizar o trabalho de Coutinho Hervázio falou sobre a barragem de Camará que está sendo reconstruída, além da adutora.

Já Aníbal apontou os dados de hospitais como o de Itabaiana, e outros da capital que foram ou fechados ou funcionam em situação precária e reafirmou que a saúde está um caos. O deputado falou novamente das maternidades fechadas, do aumento da violência e alegou que o que falta é investir na segurança e pagar bem aos policiais. Aníbal ainda garantiu que o estado não está quebrado.

Investimentos – Aníbal reconhece que o governo acertou em alguns algumas áreas e destaca o “Paraíba integrada”, todavia ele desviou-se de novo e começou a atacar o governo e voltou ao assunto do pagamento dos funcionários.

Hervázio elogiou o ex-colega pelo fato de reconhecer onde o governo acertou. Ele destacou os investimentos do governo estadual neste primeiro semestre “na questão da saúde foi feita uma negociação com médicos e a situação está regularizada… Todos querem mais, mas o Estado não comporta dar o que os professores merecem, dar o que os médicos merecem. Porque aí vai ter que dar para o auxiliar, para os outros funcionários e o estado já está trabalhando além do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal”, explica.

“O estado enfrenta dificuldades e não podemos partir para o discurso de Aníbal, que diz que tem mais de R$ 1 bilhão… O dinheiro da saúde é carimbado o do FUNDEB também, não é recurso do tesouro que o estado pode gastar do jeito que quer”, completa.

O deputado Aníbal continuou atacando os vários segmentos do governo e especialmente o secretário de saúde do estado, Waldson Souza, a quem ele nomeou de Waldson Meira, afirmando que o secretário só faz o que a secretária de Saúde da capital manda. Waldson defendeu-se via twitter, ao vivo e o deputado o chamou de Fantoche de Roseana Meira.

Aníbal comentou que a barragem de Camará será reconstruída por determinação judicial, assim como a contratação dos agentes penitenciários, e bate “Ricardo só age dessa forma”.

O deputado Hervázio retrucou afirmando que nenhuma decisão judicial pode forçar uma ação política. Ele ainda afirmou que a saúde não é para dar lucro, e que “o secretário Waldson tem feito o possível para a melhoria da saúde do estado”.

“Não se pode contestar o esforço e boa vontade do governo, isso só se faz com recurso, temos que nos unir fazer uma bancada com força junto ao governo federal, não é ajudar Ricardo, mas sim o povo da Paraíba. Se fizermos isso vamos dar contribuição efetiva para o estado”, conclui Hervázio Bezerra.

Permuta de terrenos Mangabeira x Geisel; Aníbal discute com advogado de empresário

O deputado Aníbal Marcolino (PSL), durante um debate no programa Conexão Arapuan, da TV Arapuan, acabou se exaltando ao discutir sobre a permuta que o Governo Estadual pretende fazer entre os terrenos em Mangabeira e o Geisel para a construção de um shopping. A discussão só foi encerrada com a intervenção do deputado Hervázio Bezerra (PSDB).

O advogado Marcos Pires explicou juridicamente que a negociação está sendo feita dentro da lei e o deputado Aníbal chegou a se exaltar afirmando que a diferença entre os dois terrenos é ‘gritante’ tanto em questão de tamanho quando de valor.

Pires garantiu que os terrenos irão passar por uma avaliação da Caixa Econômica Federal e que o shopping terá que pagar o dobro da diferença do valor do terreno, além da construção da Central de Políca, o Instituto de Polícia Científica e a Acadepol. A resposta de Aníbal não agradou o advogado, ele disse que Marcos Pires estava defendendo o shopping porque era advogado do empresário interessado em fazer a permuta. Questionando a veracidade do que foi exposto.

Pires mostrou os artigos da constituição estadual, onde foi provado que suas declarações não estavam sendo direcionadas pelo fato de ele ser advogado do empresário.

O oposicionista criticou ainda o fato de não ter havido uma audiência pública com vários órgãos governamentais antes que fosse tomada alguma decisão e “não empurrar de cima para baixo como o dono do shopping quer”, bate.

O deputado Hervázio tentou colocar ordem na situação, ele falou que o advogado provou a legalidade do ato de permuta e comentou que não foi feita uma audiência pública porque o Estado julgou que esse assunto não seria importante a esse ponto.

O bate boca ficou acirrado e o deputado Aníbal se exaltou com o advogado Pires, eles trocaram comentários a respeito do terreno se vale ou não os milhões anunciados, se o estado saiu ganhando ou perdendo com a permuta. O debate se estendeu e eles não chegaram a um consenso.

O tucano comentou que a Paraíba precisa parar de politizar todo assunto. E finalizou “é pequeno para a Paraíba obstacular e perder esse grande empreendimento”, diz.

Marília Domingues

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