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Hamas critica tuíte de Flávio Bolsonaro e o chama de ‘filho de extremista’

Publicado em sábado, abril 6, 2019 ·

O Hamas respondeu à mensagem publicada no Twitter pelo senador Flávio Bolsonaro na qual o senador diz querer que o grupo “se exploda”, depois que o movimento radical islâmico que controla a Faixa de Gaza condenou a visita do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Israel. No Twitter, Basem Naim — ex-ministro de Saúde do Hamas e atual presidente do Conselho de Relações Internacionais do grupo — condenou as palavras de Flávio, referindo-se ao senador como “o filho do extremista presidente brasileiro”.

“O filho do presidente extremista do Brasil, Flávio Bolsonaro atacou o Hamas porque este rejeitou o apoio ilimitado à ocupação israelense do novo governo brasileiro, em contradição à posição de apoio histórica brasileira aos Direitos Palestinos”, afirmou Naim. “[O apoio] está também em clara contradição à lei internacional, que garante o direito das pessoas sob ocupação de resistir, com todas as ferramentas disponíveis, incluindo a resistência armada, o que o Hamas está fazendo. Estamos lutando por nosso direito de Liberdade e independência, como todas as pessoas na Terra.”

O representante do grupo afirmou ainda que “Jerusalém é um território ocupado de acordo com a lei internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense na cidade”.

“O que ele está fazendo não está prejudicando apenas as relações históricas entre as pessoas do Brasil e Palestina, mas também as relações de mais de 400 milhões de árabes e 1,7 bilhão de muçulmanos em todo o mundo. Com suas políticas, ele está apenas desestabilizando a região. Esperamos que as pessoas corajosas do Brasil possam deter essas políticas perigosas”, completou Naim.

Em sua visita a Israel, de 31 de março a 2 de abril, Bolsonaro se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o acompanhou numa visita ao Muro das Lamentações, em território considerado ocupado pela ONU. Diferentemente de antecessores que visitaram o país, Bolsonaro não se reuniu com lideranças palestinas.

Tuíte de Flávio Bolsonaro sobre o Hamas Foto: Reprodução
Tuíte de Flávio Bolsonaro sobre o Hamas Foto: Reprodução

O Hamas é considerado uma organização terrorista por Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Japão, Israel e Canadá. Nações como Austrália e Nova Zelândia classificam apenas as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço militar do grupo, como uma organização terrorista. O grupo controla a Faixa de Gaza desde a vitória nas eleições locais de 2006 e abrindo um conflito com o Fatah, que acabou expulso da região, e resultando na divisão da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Hoje, a Cisjordânia é comandada pela ANP, liderada pelo Fatah, enquanto a Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas.

O Globo 

 

 

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