Guerra ao narcotráfico vem matando o jornalismo mexicano aos poucos, diz pesquisa

Publicado em sexta-feira, novembro 23, 2012 ·

Grupos criminais continuam ameaçando profissionais de imprensa quando estes noticiam a guerra contra o narcotráfico no México. A atuação dos criminosos já matou mais de 60 mil pessoas desde que o atual presidente, Felipe Calderón, tomou posse em 2006. Segundo dados da Fundação MEPI, organização de jornalismo investigativo da Cidade do México, as ameaças e a falta de informações oficiais complicam o trabalho dos repórteres no País.

O México foi o país mais perigoso do mundo para repórteres em 2011, segundo o Instituto Internacional de Imprensa (IPI). Dez jornalistas foram assassinados no ano passado e a tendência do alto número de mortes continua em 2012. De acordo com o Blog Jornalismo nas Américas, o medo constante de ser alvo de represálias do crime organizado aprofundou a autocensura nos jornais mexicanos.
Na pesquisa, que durou seis meses, foram avaliados jornais em 14 dos 31 estados da República Mexicana, como continuação de outro estudo feito pelo MEPI em 2010. A intenção da organização era medir como os conteúdos das publicações destes estados foram impactados pela violência. Os novos números indicam que sete de cada dez histórias publicadas eram sobre incidentes relacionados ao crime organizado. Mesmo assim, somente dois dos jornais que o MEPI monitorou (El Norte, de Monterrey;  El Informador, de Guadalajara) contextualizaram a violência, identificaram as vítimas e deram seguimento às matérias.
Portal IMPRENSA

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