Greve do Fisco continua?: empresários apontam ‘operação tartaruga’ e dizem que cargas continuam sem liberação

Publicado em quarta-feira, novembro 23, 2011 ·

1914160-0521-atm14Cargas continuam retidas no Porto de Cabedelo. E centenas de guias, acumuladas durante a greve de 45 dias dos agentes fiscais, não estão sendo liberadas.

As queixas são do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas, que reclama da lentidão nos trâmites de liberação de cargas. Em seu relato, a entidade configura a existência de operação tartaruga e mostra que, na semana seguinte ao retorno dos agentes fiscais ao trabalho – depois de 45 dias de greve – a paralisação dos serviços da Receita Estadual ainda pode estar em curso.

“Nós tivemos de arcar com as diárias dos motoristas, que custaram bem mais caro do que em uma viagem comum, já que ficaram parados durante dias”, lembra o presidente do Setcepb, Arlan Rodrigues, que calcula prejuízo diário de R4 3 milhões.

A expectativa de que o serviço seja normalizado durante a semana, porém, ainda não se concretizou.

“No Porto de Cabedelo, empresas de despacho aduaneiro afirmam que o Fisco Estadual não está liberando as guias das mercadorias, e os contêineres continuam acumulando no local”, disse.

O proprietário da empresa Resolve Despacho Aduaneiro Ltda., Humberto Fontes Leal Ferreira, disse que tentou a liberação de 53 contêineres , mas não obteve êxito. Conforme o empresário foram apresentadas 20 guias e, durante a greve, 80 contêineres foram acumulados no porto.

Na empresa Lauro Vitor de Barros Despacho Aduaneiro Ltda., o sócio proprietário Rodrigo de Andrade afirmou que apresentou seis guias ao Fisco , ontem, mas nenhuma teve a exoneração de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serv iços (ICMS). Ele disse que tem 16 documentações de cargas retidas.

Na divisa com Pernambuco, o sinal verde para caminhoneiros está tão moroso que, ontem, decidiram parar em protesto, bloqueando o tráfego. Foi preciso a interferência da Polícia Rodoviária Federal para reabrir a fronteira paraibana.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Integrantes do Grupo Ocupacional Servidores Fiscais Tributários do Estado da Paraíba (Sindifisco-PB), Vitor Hugo, a lentidão é provocada por falhas no sistema eletrônico.

Adriana Bezerra

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