Fluminense e Sport empatam na Ilha, e Leão fica perto da queda

Publicado em domingo, novembro 25, 2012 ·

Foi o apogeu da tensão, o cúmulo do drama para o Sport – e justamente contra um adversário que é sinônimo de paz na reta final do Brasileirão. O empate por 1 a 1 contra o campeão Fluminense, neste domingo, na Ilha do Retiro, desesperou a torcida rubro-negra, que viu sua equipe passar parte da tarde rebaixada. A rodada, de resultados paralelos muito ruins, acabou não sendo fatal para o Leão, mas o deixou com o pé na cova. Já os tricolores adiaram para a última rodada a chance de quebrar o recorde de pontos na Série A desde que ela passou a ter 20 clubes.

Fred colocou o Fluminense na frente no primeiro tempo. Felipe Azevedo, no último lance da etapa, empatou. O período final foi sobrenatural para o Sport, com uma sequência de chances perdidas quase sobre a linha. Com o empate, o Leão foi a 41 pontos. Para não ser rebaixado, precisa vencer o Náutico nos Aflitos e torcer por uma derrota do Bahia para o Atlético-GO, em Goiânia, ou da Portuguesa para a Ponte Preta no Canindé.

O Fluminense, por sua vez, foi a 77 pontos. O vencedor do Brasileirão 2012 se despede da competição contra o Vasco, também no domingo, no Engenhão.

Sport x Fluminense (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Sport quase cai, mas ainda tem chances de ficar na Série A (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Tensão

Sport e Fluminense não poderiam ser mais opostos no decorrer do primeiro tempo. O gramado da Ilha do Retiro reuniu a tranquilidade absoluta e o desespero supremo – a calmaria de um campeão e a angústia de um time ameaçado pelo rebaixamento. Já era assim antes de o jogo começar. E ficou ainda pior para os pernambucanos no decorrer dele.

Por 48 minutos, deu tudo errado para o Leão. Três tragédias unidas: a derrota parcial em casa, a vitória momentânea da Portuguesa sobre o Inter no Beira-Rio e o empate do Bahia com o Náutico. A combinação de resultados rendia uma matemática maldita para o Sport: durante boa parte do primeiro tempo, ele esteve rebaixado.

O pânico do Sport era palpável. Os jogadores correram o tempo todo – para lugar nenhum. No início, até tiveram alguma serenidade, trocaram passes, assumiram o papel de verdadeiros interessados na partida. Depois, nem isso. Até mais posse de bola o Fluminense teve: 51% contra 49%.

O campeão brasileiro de 2012 soube chegar ao ataque com a paciência que o Sport jamais teve. A primeira chance do jogo foi de Wallace, em chute cruzado, torto. A segunda foi de Fred, em cabeceio para fora. E a terceira foi fatal.

Aconteceu aos 27 minutos, quando a torcida tricolor gritava “olé” na casa do adversário. A bola ficou viva dentro da área depois de a zaga do Sport bater cabeça. E acabou sobrando para Fred. Foi uma espécie de cobrança de pênalti com a bola rolando. Frente a frente com o goleiro, o artilheiro deslocou Saulo e colocou o Flu na frente.

O desespero invadiu a alma de time e torcida do Sport. Era o pior pesadelo possível. Na marra, o Leão tinha que dar um jeito, tinha que ir ao ataque. E foi. Hugo, jogador mais ativo dos mandantes, teve três chances. E, incrível, todas teimaram em não resultar em gol: uma conclusão foi cortada por Digão, outra foi por cima, outra foi afastada por Thiago Neves quase sobre a linha.

A Ilha do Retiro pulsava de tensão. E entrou em convulsão aos 48 minutos do segundo tempo – mas de alegria. Gilberto desviou, e Felipe Menezes arrancou pela direita, perseguido pela zaga. O chute cruzado passou por Diego Cavalieri e encontrou a lateral da rede. Gol do Sport! O Leão estava vivo…

Segue o drama

O segundo tempo manteve o drama do primeiro. Sérgio Guedes resolveu mexer já no intervalo. Trocou atacante por atacante: saiu Gilberto, entrou Henrique. Pouco depois, Hugo deu lugar a Willians.

O panorama foi mantido, com a consciência do Fluminense agindo como contrapartida ao desespero do Sport. Os pernambucanos sabiam que tinham que vencer, mas não alcançavam a fórmula para fazê-lo. Não por acaso, foram os cariocas que mais ameaçaram. Rafael Sobis, com 12 minutos, cabeceou à queima-roupa, e Saulo fez defesaça.

O Sport mais corria do que pensava, ainda mais abalado pelo segundo gol da Portuguesa sobre o Inter e pelo gol do Bahia contra o Náutico, que depois empataria. Fred, aos 28, chegou a fazer mais um para o Fluminense, mas a arbitragem anulou, alegando impedimento.

Chegaram os 30 minutos, e o Sport finalmente conseguiu encaixar jogadas. Mas perdeu gols inacreditáveis. Felipe Azevedo cabeceou firme e parou em grande defesa de Diego Cavalieri. Willians, livre, de frente para o gol, parou em Elivélton. Impressionante. E mais: Valencia, pouco depois, também cortaria em cima da linha! Era de enlouquecer a torcida rubro-negra.

O jogo ficou aberto ao extremo nos minutos finais, com o Fluminense ameaçando nos contra-ataques. Um gol rebaixaria o Sport. Mas não aconteceu. O Leão segue vivo – em situação dramática, mas vivo.

Globoesporte.com

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