FIVB dá dura em brasileiros por mau comportamento e cogita punição no vôlei

Publicado em quarta-feira, setembro 17, 2014 ·

volei-brasilAproximadamente uma hora antes de a seleção brasileira entrar em quadra nesta quarta-feira para jogo decisivo contra a Rússia, a FIVB (Federação Internacional de Vôlei) deu uma “dura” na delegação verde e amarela por mau comportamento após a derrota por 3 a 2 para a Polônia, na terça-feira, em Lodz.

A entidade máxima se pronunciou por meio de Aleksandar Boricic, presidente do comitê organizador do Mundial e vice-presidente da FIVB, Philip Berben, supervisor da entidade máxima do vôlei, e Sandy Steel, delegada de arbitragem do torneio. Eles criticaram atitudes dos brasileiros após a partida, mas não deixaram claro se vai rolar alguma punição. Disseram que o caso está ainda sendo analisado.

 

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“Na última noite tivemos um momento não muito feliz. Desculpas aos jornalistas pela ausência dos brasileiros na entrevista coletiva. Queremos pedir desculpas pelo comportamento com membros da FIVB. Os representantes da entidade foram desrespeitados. A decisão do último ponto foi uma decisão correta. Nós estamos na Polônia, com ótima organização, energia e estamos orgulhosos de estar aqui. A competição tem sido fantástica”, disse Aleksandar Boric.

“Vamos pensar calmamente (sobre possíveis punições) porque é a primeira vez que temos uma situação como essa e não queremos tomar atitudes. Para tomar alguma decisão, temos que evitar essas situações no futuro”, continuou.

A reclamação dos brasileiros na terça começou em função do ponto que definiu a derrota. Quando a Polônia vencia por 16 a 15 no tie-break, o time vermelho e branco mandou uma bola pra fora. O árbitro assinalou ponto brasileiro, e o consequente 16 a 16 no placar. Mas, pouco depois, com o uso das imagens, ele voltou atrás e deu o ponto que decidiu o jogo a favor do time da casa ao marcar toque de Sidão na bola antes de ela sair.

O elenco brasileiro protestou pelo fato de a imagem não ter sido mostrada no mesmo momento em que árbitro voltou atrás, ao contrário do que acontece em lances com o uso de TV. Isso levou um tempo depois do habitual, mas assim que foi mostrada a imagem, apareceu o toque de Sidão, ratificando que o ponto realmente era polonês.

Depois da partida, o técnico Bernardinho e o Bruninho não apareceram para a coletiva de imprensa em que os treinadores e capitães têm que participar após todas as partidas. A alegação dada foi que a delegação tinha que partir logo de volta para o hotel para se recuperar da partida e já se preparar para o duelo contra os russos, que aconteceria menos de 24 horas depois.

O diretor da competição, Wojciech Czayka, falou ao site polonês przegladsportowy.pl que jamais tinha visto um comportamento em quadra como o dos brasileiros e que um jogador brasileiro não relacionado (só Murilo e Renan não foram para o jogo) tacou uma toalha em um dos observadores da federação que fica em quadra, Philip Berbena. A mesma matéria diz que Bernardinho mostrou o dedo do meio para o jornalista polonês Tomaszowi Gorazdowskiemu. Para a mesma publicação, o diretor do torneio classificou a atitude dos brasileiros como “ralé”. Não há imagem de TV de nenhuma das cenas descritas.

Duelo com russos e sorteio

Com a derrota por 3 a 2 na terça, a seleção brasileira masculina precisa de uma vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 sobre a Rússia nesta quarta para garantir uma das duas vagas do triangular para as semifinais. Um triunfo no tie-break dependerá do resultado da partida entre poloneses e russos, que jogam na quinta. Derrota é eliminação certa.

O sorteio que definiu os dois grupos de três times para a terceira fase começou a gerar polêmica já na noite de domingo. Como primeiro colocado do Grupo F, o Brasil deveria fazer seus jogos na terceira fase na terça-feira e quinta-feira, tendo um dia de descanso como um benefício dado para os vencedores de grupo, como mostrava a tabela no regulamento.

Ocorreu que depois que a Polônia foi sorteada para o grupo brasileiro, foram os donos da casa (segundo colocados do Grupo E) que herdaram o direito de jogar em dias alternados na nova tabela divulgada para os triangulares. Sendo assim, o Brasil precisou jogar seguidamente, na terça e na quarta.

Outra questão polêmica foi quanto ao próprio sorteio. A tabela da terceira fase mostrava que os dois triangulares deveriam ter um primeiro, um segundo e um terceiro colocados da fase anterior em cada chave. Ocorreu que o Brasil, primeiro do Grupo F, acabou tendo sorteado para sua chave dois segundos, Rússia e Polônia.

Enquanto isso, a França, que foi primeira do Grupo F, caiu com dois terceiros colocados, Alemanha e Irã. Aparentemente, pode ter ter havido um erro no sorteio com a não separação dos segundo e terceiro colocados por pote.

Ao ser questionado sobre o assunto, o vice da FIVB disse que tudo pode mudar 24 horas antes de uma partida e que o país organizador tem seus privilégios por questões contratuais. “Muito fácil (responder sobre isso). O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar.”

 

José Ricardo Leite

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