Fim do Windows XP ameaça funcionamento dos hospitais

Publicado em quarta-feira, abril 9, 2014 ·

windows-xpNinguém sabe quantos computadores dos serviços públicos funcionam com Windows XP, o sistema operativo que a Microsoft descontinuou ontem após 12 anos de atualizações permanentes. Serão muitas das máquinas dos serviços de Saúde e Finanças e, pelo menos por agora, continuarão a ser. Bugs e vulnerabilidades que facilitam a intrusão nos sistemas deixam de ser corrigidas numa base regular, o que em teoria aumenta o risco de roubo de dados e dificuldades no atendimento. Mas até a empresa reconhece ser impossível prever o que se vai passar nos próximos meses.

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“Assumirmos que o fim do Windows XP pode causar uma disrupção brutal nos serviços é especulativo, não fazemos a menor ideia. O que sabemos é que a Microsoft vai deixar de fazer uma atualização proativa do sistema”, explicou ao iAlexandre Pinho, diretor da empresa com a pasta do sector público. O responsável adianta que todos os serviços foram informados em Setembro para a vantagem de atualizar o sistema operativo, processo que no Estado não tem custos acrescidos pois está previsto nos atuais contratos. O problema, apurou o , é que podem ser necessárias atualizações nos computadores – no mínimo mais memória – e é isso que pode demorar o processo, por um lado por ser preciso avaliar necessidades e não existem levantamentos atualizados. Por outro, porque tem custos.

O Sindicato Independente dos Médicos já manifestou preocupação com o processo e questionou no seu site se o governo estaria a pensar em reinvestir alguns dos milhões economizados nos últimos tempos para garantir a segurança dos dados clínicos dos utentes. O i contactou o Ministério da Saúde, que remeteu esclarecimentos para a central de compras do SNS. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) dizem não conseguir avaliar que unidades já fizeram a migração e adiantam que nos últimos meses, depois de terem informado as instituições em Outubro e a bola ter então passado para o lado delas, se ofereceram para prestar apoio. “Até ao momento não recebemos qualquer pedido, pelo que se infere que as instituições e os seus responsáveis de informática não encontraram problemas que careçam da nossa intervenção”, disse ao i fonte oficial da SPMS.

Jornal i

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