Karlos Thotta

Falta água, falta luz e sobram mágoas

Publicado em quarta-feira, maio 15, 2019 ·

OS BONS GESTORES JÁ SABEM QUE AS FESTAS PÚBLICAS NÃO DEVEM TENTAR ESCONDER OS SOFRIMENTOS DAS PESSOAS QUE VIVEM COM POUCA ÁGUA  E  MUITA  ESCURIDÃO  PÚBLICA.

As populações de algumas cidades brasileiras ainda padecem de antigas mazelas, que teimam em permanecer, depois de mais de 50 anos de malefícios impostos aos mais pobres.

Não existe, caríssimos leitores e ouvintes, quem fique satisfeito caso more numa cidade onde a Água é um bem tão precioso que, costumeiramente, só vem uma vez por semana e vai embora no dia seguinte.

Muita gente imagina que ela, a Água, vem de muito longe, porque ela chega cansada e tão fraquinha que não consegue subir até a caixa que está, a uma semana, implorando por sua esperada visita.

Nessa cidade com tão pouca Água, existe outro personagem, chamado Lâmpada, que tem medo de claridade e por isso é acusado de escurecer as avenidas, ruas, travessas e becos.

Nos palcos desses dois personagens, Água e Lâmpada, existe um terceiro que muito sofre nas muitas histórias suburbanas e urbanas que falam de faltas e de medos que invadem e atormentam principalmente os fracos.

O personagem sofredor chama-se Povo que mal consegue armazenar 1.000 litros de água por semana ou 4.000 litros por mês, mesmo que todo mês receba uma conta que lhe cobra 10.000 litros, e não diz que o consumidor tem um crédito de 6.000 litros que serão compensados nas contas vindouras, quando houver água com uma quantidade que garanta consumos dignos, superiores ao mínimo dos 10.000 litros já cobrados na conta.

Como se isso não bastasse, o personagem Povo também paga uma taxa de iluminação que cobra o mau iluminamento onde uma simples e cansada Lâmpada muito se esforça para iluminar várias casas, sempre que ela possa converter energia elétrica em energia luminosa.

Mesmo que as ruas fiquem às escuras durante noites, semanas, e até meses, a conta, do iluminamento não fornecido, também vem para o consumidor pagar, sem apelação para os seus preceitos legais previstos em direitos constitucionalmente fundamentados.

OS BONS GESTORES JÁ SABEM QUE AS FESTAS PÚBLICAS NÃO DEVEM TENTAR ESCONDER OS SOFRIMENTOS DAS PESSOAS QUE VIVEM COM POUCA ÁGUA  E  MUITA ESCURIDÃO PÚBLICA.

 

 

 

Comentários

Tags : , ,

REDES SOCIAIS














INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627