Faculdade de CG apresenta, em Bananeiras, plano de erradicação do tracoma

Publicado em sábado, novembro 24, 2012 ·

 

Uma caravana da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa), de Campina Grande, esteve na Escola Municipal Emília de Oliveira Neves, Bananeiras (PB), durante todo o dia dessa sexta-feira (23), exibindo um plano modelo para erradicação da doença conhecida por tracoma. A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria de Saúde do Município.

Em conversa com a reportagem do FOCANDO A NOTÍCIA, o médico Dr. Carlos disse que o objetivo é erradicar a doença em todo o estado e que estará levando o modelo de trabalho desenvolvido em Bananeiras para outros municípios. Informou que uma cartilha de orientação sobre a doença será distribuída em outras cidades por onde a caravana passar. “a finalidade é atender aqueles que não podem ter um atendimento mais especializado”, completou.

Depois de destacar que as escolas públicas têm sido o alvo principal para o combate a doença, o médico afirmou que os casos identificados no município serão devidamente acompanhados e receberão o apoio do município para o tratamento adequado.

A secretária de Saúde, Vânia, acompanhou e garantiu a equipe médica da Facisa todo o apoio necessário para a promoção da campanha. Ela lembrou que o município estará sempre à disposição “de campanhas importantes como essa”.

As cartilhas explicando a respeito da doença foram entregues também nas outras escolas da cidade, apesar da equipe visitante ter ficado todo o dia no estabelecimento Emília de Oliveira Neves.

Conheça mais sobre a doença

 

O tracoma é uma doença oftálmica, que afeta a conjuntiva, córnea dos olhos e pálpebras, levando a uma inflamação crônica. A etiologia é bacteriana, uma variedade da Chlamydia trachomatis, uma bactéria gram-negativa, intracelular obrigatória e que leva a uma hipertrofia dos folículos, hipertrofia papilar e formação de um pano, que resulta na formação de uma cicatriz e até em cegueira.

No Brasil, há relatos de que esta enfermidade foi trazida pelos europeus, no século XVIII, no Nordeste, onde foram estabelecidos diversos focos desta doença. No ano de 1904 o Governo do Estado de São Paulo proibiu a entrada de imigrantes com tracoma no porto de Santos, mas esta medida durou pouco tempo devido à pressão dos cafeicultores que necessitavam da mão-de-obra vinda de outros países. Nos dias de hoje, o Ministério da Saúde promove controle nas regiões de alta prevalência desta doença.

Transmissão

 

A forma de transmissão desta bactéria se dá pelo contato direto com secreções oculares, nasais e bucais do indivíduo afetado e também, através de objetos que entraram em contato com as secreções de indivíduos contaminados e até insetos podem funcionar como vetores mecânicos.

O período de incubação desta bactéria varia de 5 a 12 dias e após este período, o indivíduo começa a apresentar sinais clínicos da doença, que são, inicialmente, lacrimejamento, descarga mucopurulenta, irritabilidade ocular. Quando a doença está mais avançada há a presença de cicatrizes na córnea e conjuntiva, levando há uma deformação das pálpebras, fazendo com que os cílios fiquem em contato direto com os olhos, prejudicando assim a visão. Há também inchado dos nódulos linfáticos que se localizam próximo aos ouvidos.

Diagnóstico

 

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, isolando o agente etiológico, ou também, através da sorologia. Na técnica de isolamento do agente, utiliza-se um swab para fazer a raspagem da conjuntiva e o material coletado é corado e em seguida, analisada para saber se há inclusões citoplasmáticas típicas das clamídias. Já no teste sorológico, há a utilização de anticorpos fluorescentes na busca da presença das clamídias nos raspados da conjuntiva.

Tratamento

 

No tratamento os medicamentos utilizados são tetraciclina e sulfas, durante um período de 3 semanas e tetraciclina oftálmica é aplicada nos olhos 4 vezes ao dia, durante 6 semanas. O tratamento deve ser realizado adequadamente para que seja prevenida a cegueira.

Profilaxia

 

A prevenção desta doença é feita através da adoção de hábitos adequados de higiene, como por exemplo, lavar o rosto das crianças com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal e boas condições sanitárias.

Redação/Focando a Notícia

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