Estudos mostram que apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício

Publicado em domingo, agosto 24, 2014 ·

Imagem Carolina Garcia
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Estudos recentes da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) demonstram que, apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício e encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos são relacionados à violência. Os pesquisadores apontam também que não há nenhum tratamento medicamentoso aprovado para dependência de crack. “Dessa forma, a boa prática direciona-se no sentido da adoção de uma visão multifocal para o tratamento da dependência desta droga”, comentou o psicólogo.

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Para Deusimar Guedes, psicólogo e advogado, esta visão a partir de vários ângulos deverá conter diretrizes gerais para a assis­tência integral ao usuário de crack, onde as abordagens de natureza: físicas, psicológicas e sociais, levem em consideração também, às questões legais e de qualidade de vida, num tratamento que vise não especificamente à abstinência, mas também, a prevenção de recaídas e a reinserção social dos drogadictos.

Outro aspecto importante, destacado pelo psicólogo,  além da abordagem interdisciplinar, é a construção de uma rede de instituições que trabalhe de forma integrada contemplando as várias vertentes da política educativa sobre droga, dentre estas, aquelas direcionadas à: prevenção do uso indevido destas substâncias, a atenção e acolhimento de usuários e familiares, a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, educação e assistência social, bem como a identificação precoce destes dependentes químicos para o devido encaminhamento ao tratamento adequado no âmbito da referida rede de atenção e cuidados.

Para ele há uma necessidade inadiável que o poder público assuma esta sua responsabilidade, e que tais iniciativas não fiquem apenas com o Estado, mas também sejam encampadas pelos diversos segmentos sociais, pois esta á uma causa que pertence a toda a sociedade, “ pois, mesmo sabendo que não existe um modelo ideal e nem mesmo uma fórmula má­gica de prevenção e tratamento ao uso indevido de drogas, uma coisa é certa, mais do que pessoas envolvidas, precisamos de pessoas comprometidas, haja vista, que o maior risco que corre a humanidade não é o grande número de indivíduos que fazem o mal, mas sim a multidão daqueles que mesmo podendo impedir que o mal aconteça não o fazem”, concluiu.

Paulo Cosme

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