Meio Ambiente

Entenda como os resíduos produzidos por empresas podem ser reaproveitados

Publicado em segunda-feira, dezembro 9, 2019 ·

Gerenciamento de resíduos sólidos melhora processos e pode aumentar lucros com revenda de materiais.

Apesar de a maioria das empresas brasileiras se enquadraram nas leis e normas designadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305 de 2010, do Ministério do Meio Ambiente), muitas ainda podem estar perdendo a oportunidade de aplicar boas práticas de gerenciamento de resíduos sólidos.

Quando bem aplicadas, elas podem não apenas melhorar uma série de etapas processuais na produção, mas também tirar proveito monetário de seus próprios destinados à comercialização. Nem todo material que pode passar despercebido como lixo realmente é totalmente descartável, mesmo que de acordo com as etapas necessárias para o cumprimento das leis.

Um exemplo bem-sucedido está acontecendo no sistema prisional, mais precisamente na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O Projeto Envolva-se do Sesc traz ao complexo resíduos sólidos de 44 empresas que se transformam em bolsas e sacolas confeccionadas pelos detentos. Além da iniciativa de inclusão social, a iniciativa é rentável, já que as peças são comercializadas em feiras municipais do Sesc.

Como o gerenciamento de resíduos sólidos pode ajudar as empresas a lucrar?

Existe um verdadeiro mercado de resíduos acontecendo entre empresas dos mais variados segmentos e tratadores especializados. Foi o que percebeu a VG Resíduos, premiada startup que uniu a tecnologia ao desenvolvimento sustentável, tornando-se um dos principais nomes em gestão de resíduos sólidos para empresas.

Guilherme Gusman, sócio da VG Resíduos conta que as ferramentas de inteligência inseridas software da empresa possibilita o controle de documentação de fornecedores, controle de documentação relativa a destinação de resíduos (como Certificado de Destinação, MTR), emissão de alertas quanto à capacidade de armazenamento e otimização de processos.

Mas, além de simplificar todo o gerenciamento de resíduos sólidos, a plataforma foi além, criando oportunidade de conexões entre empresas geradoras e tratadores em todo o Brasil, com mais de 1.100 conexões e 4.300 clientes ativos na plataforma, transformando resíduos em receita.

“Geramos uma redução em média de 20% nos custos com destinação de resíduos das empresas através da venda de resíduos na plataforma Mercado de Resíduos. Há o exemplo de uma empresa que pagava R$900,00/mês para destinar paletes de madeira e encontramos um comprador que compra o material mensalmente por de R$300,00, somando um total de total de R$1200,00 por mês de economia. Isso sem falar no impacto positivo que geramos no meio ambiente, pois agora esses materiais podem ser reutilizados ou reciclados”, conta Gusman.

Não existe lixo ou descarte quando a gestão de resíduos sólidos de uma empresa é bem aplicada e praticamente quase todos os tipos de materiais não tóxicos podem ser reaproveitados.

Materiais orgânicos e inorgânicos podem agregar outros processos produtivos em forma de matérias-primas: restos de alimentos, bagaços ou até produtos alimentícios vencidos podem passar por processo de compostagem e se transformarem em adubos orgânicos importantes para o cultivo de cana-de-açúcar, café e até eucalipto e plantas ornamentais.

Outros materiais podem servir de material alternativo aos combustíveis de fornos e caldeiras industriais, sem se esquecer da gama de materiais oleosos e gordurosos que podem ser incorporados à produção de tintas. As possibilidades são diversas e vão muito além do entulho revendido aos ferros-velhos e materiais recicláveis como plástico, alumínio, vidro e papel.

Assessoria

 

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