Encontro exigirá inclusão de afrodescendentes em políticas públicas

Publicado em sábado, junho 18, 2011 ·

jovem-negroEntre os próximos dias 19 e 22, no marco do Ano Internacional dos Afrodescendentes, representantes de comunidades afrodescendentes de países americanos e europeus realizarão, na Venezuela, o ‘IV Encontro de Afrodescendência e Transformações Revolucionárias na América Latina e Caribe’.
Nesta edição, o encontro é dedicado ao Haiti. Mais de 100 representantes de movimentos se reunirão para exigir políticas públicas específicas, analisar a realidade dos povos afrodescendentes e fortalecer a unidade entre eles.
Como parte do evento, ocorrerá o Fórum da Afrodescendência em Nuestra América e Caribe, considerado uma prévia à instalação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 5 e 6 de julho, também na Venezuela, em comemoração aos dois séculos de independência nacional.
Na abertura do encontro haverá uma “tomada” cultural da cidade de Caracas, com a participação de representantes dos movimentos afro-venezuelanos, do presidente da Assembleia Nacional, deputado Luis Fernando Soto Rojas, e do ministro para Relações Exteriores, Nicolás Maduro Moros. A atividade incluirá o Bulevar de Sabana Grande, o Bulevar César Rengifo e a Praça Catia, considerados pontos representativos de Caracas.
Durante os outros dias, uma série de fóruns pela Emancipação e Unidade dos Povos Afrodescendentes para a Construção de um Mundo Pluripolar aglutinará os participantes do encontro. Além disso, diálogos simultâneos, plenárias, planos de ação, mesas de trabalho, análises, estudos e contribuições do pensamento Africano e Afrodescendente para a emancipação dos povos completam a programação.
Membro da Rede de Organizações afro-venezuelanas, uma das que organiza o evento, Alexis Machado reforçou que o encontro pretende cobrar a inclusão dos afrodescendentes em políticas públicas do Estado venezuelano. “Não queremos que esta atividade se converta em um ato a mais, mas que nossas conquistas sejam difundidas e que nos incluam em políticas sociais implementadas pelo Executivo”, frisou.
Por sua vez, representando a Organização de Estados Ibero-americanos da Colômbia, Diego Angulo caracterizou a programação do evento como plural e inclusiva. “Este será um fórum bastante aberto, que contará com a presença de palestrantes em escala nacional e internacional. É apreciável que a Venezuela seja a vanguarda neste tipo de iniciativas tão solidárias e comprometidas com o desenvolvimento e a unidade de nossos povos”, afirmou.

Em um comunicado, movimentos sociais destacam a força dos afrodescendentes – apenas na América Latina, somam mais de 10 milhões – e pedem que os militantes se mobilizem, participando em maior número possível do IV Encontro de Afrodescendência e Transformações Revolucionárias na América Latina e Caribe.
Eles consideram que o movimento afrodescendente venezuelano mudou bastante desde 2004, quando começou a construir uma agenda nacional, optou por uma política revolucionária “clara” e passou a levar em conta situações enfrentadas pelos afrodescendentes, como deslocamentos forçados, depredação ambiental de seus territórios, criminalização da juventude etc.
A Venezuela aprovou, em maio, na Assembleia Nacional, o projeto de Lei Orgânica contra a Discriminação Racial, tido como importante conquista dos movimentos afrodescendentes.

Fonte: Adital
Com Camila Queiroz
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