Empresas de processamento de cana-de-açúcar querem ICMS menor para o etanol

Publicado em sexta-feira, agosto 19, 2016 ·

gasolinaEm cinco anos, cerca de 80 empresas foram fechadas e mais de 100 mil empregos perdidos no setor sucroenergético, no Brasil, por falta de uma política governamental de valorização da tecnologia nacional de produção do etanol, que levou a grande maioria dos motoristas a optar pela gasolina.

Para reverter a situação o Fórum Nacional Sucroenergético defendeu políticas estaduais de incentivo ao setor onde, por exemplo, o ICMS seja, pelo menos, 30% menor para o etanol do que para a gasolina.

A nova política foi defendida, ontem, por dirigentes das maiores empresas e lideranças da área de processamento da cana-de-açúcar presentes no seminário “O Futuro que Queremos”, no auditório da Estação Ciência Cabo Branco, em João Pessoa. O evento foi organizado pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba, em parceria com os Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool nos Estados de Pernambuco e Alagoas.

O principal defensor de medidas para fortalecer o etanol – produto totalmente brasileiro, que coloca o País em primeiro lugar no mundo -, foi o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Rocha, que destacou três frentes de atuação. “Primeiro, o setor tem que fazer o dever de casa, investindo mais em pesquisa e tecnologia, para aumentar a produtividade e a eficiência das suas indústrias, tanto do ponto de vista energético como do consumo de água e produzir mais cana por hectare e mais etanol como menos matéria prima”.

André Luiz assegurou que “também é necessário definição de políticas públicas federais com o Governo incentivando a melhor eficiência dos veículos flex, trazendo de volta a contribuição CID para incentivar a produção de mais cana, de mais bagaço e produzir energia limpa, através da biomassa, próximo dos centros de consumo. E, também, a definição, para o setor, de políticas públicas de Estado e não de Governo, tanto em âmbito federal como dos estados, para gerar confiança e atrair mais investimentos privados”.

Os estados que têm alto consumo de etanol são Goiás, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais.

Edson Verber

 

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