Em jogo dramático, Gum faz gol no fim e dá vitória ao Flu sobre São Paulo

Publicado em domingo, novembro 17, 2013 ·

fluminenseFoi dramático. A torcida do Fluminense compareceu ao Maracanã e torceu muito até o fim. O Tricolor carioca precisava da vitória para tentar fugir da zona de rebaixamento. O Criciúma venceu no sábado e aumentou a pressão. O time pressionou por boa parte do jogo os reservas do São Paulo, mais preocupado com a Copa Sul-Americana. A maior parte dos 37.310 presentes ao estádio – 34.459 pagaram ingressos, para uma renda de R$ 365,825,00 – sofreu com as chances desperdiçadas até os 43 minutos, quando o zagueiro Gum, com uma cabeçada mortífera, fez o estádio explodir de alegria: a vitória de 2 a 1 tirava um pouco a equipe do sufoco.

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Welliton abrira o placar para o São Paulo. Jean, um dos destaques da partida, levou o Flu ao empate, ainda no primeiro tempo, e Gum selou a vitória no fim, a segunda sob a direção do técnico Dorival Junior. Agora, o Fluminense está com 42 pontos ganhos, fora da zona de rebaixamento – pulou, virtualmente, para a 14ª posição. Na próxima rodada, sai para enfrentar o Santos no Prudentão, no interior paulista. Depois, receberá o Atlético-MG no dia 1º de dezembro e termina o Brasileirão contra o Bahia, dia 8, na Fonte Nova. O São Paulo, que se mantém com 49 pontos, na quarta-feira enfrentará a Ponte Preta na primeira partida das semifinais da Copa Sul-Americana, pegará o Botafogo em casa, domingo, e depois joga contra o Criciúma fora, no dia 1º de dezembro, e encerra dia 8, contra o Coritiba, no Morumbi.

Na saída de campo, enquanto Cavalieri ia perto da arquibancada e oferecia sua camisa de presente a uma menina, Rafael Sobis era um dos mais empolgados com a reação do time.

– Se o fim for sempre assim, não tem preço. Uma hora as coisas mudariam, e temos batalhado muito para que mudem. É a vitória que talvez faça a gente permanecer. Uma derrota aqui… A parte da derrota sabemos como é, a gente joga agora fora de casa, um lugar que a gente não conhece… É do futebol, sabe que isso dificulta. O grupo está unido, concentrado, ninguém faz polêmica, todo mundo aceita as críticas e trabalha.

No lado do São Paulo, Wellington, capitão do time na ausência de Rogério Ceni, lamentou a bobeada no fim.

– Não ficamos atrás esperando o Fluminense. Também tentamos a vitória e no fim, praticamente no último lance, tomamos o gol de bola parada – declarou Wellington.

Chances e gols

O empate por 1 a 1 no primeiro tempo acabou até modesto pela partida bem disputada, com boas chances e o domínio sempre mudando de lado – ficou mais tempo com o Fluminense. Com o apoio da torcida no Maracanã, o time sabia que teria de se lançar ao ataque logo de cara para surpreender o São Paulo. Em dois minutos, simplesmente criou duas chances de gol. Duas. Na primeira, Samuel se enrolou ao tentar driblar o zagueiro. Na segunda, em centro de Igor Julião, Wagner ficou com o grito de gol engasgado quando viu Denis fazer boa defesa.

Era a senha para o Tricolor carioca insistir. E a senha para o Tricolor paulista tratar de corrigir a marcação. Foi só reforçar a cobertura em Fabrício e adiantar o time que Muricy equilibrou a partida. Melhor, o São Paulo passou até a dominar. E com Jadson rápido na armação das jogadas e eficiente na cobrança de falta que passou perto do gol e assustou Cavalieri. O toque de bola do meio-campo começou a encaixar. E numa bela triangulação, que começou com o camisa 10 são-paulino, à la Ronaldinho, olhando para o outro lado, fez a bola chegar a João Schmidt. O toque de calcanhar foi para Welliton, que bateu no cantinho, aos 17: 1 a 0.

Mal o Flu se refazia do gol do São Paulo, levou susto com outro Wellington, num tirambaço para boa defesa de Cavalieri. Mas, dali em diante, o time carioca reequilibrou as ações, até porque. Jean e Wagner estavam incansáveis. Um no combate e chegando ao ataque. O outro porque chamava para si a responsabilidade de criar. Pela direita, pela esquerda ou pelo meio, de onde saiu o empate: Jean explodiu bomba no travessão. No rebote, Samuel arriscou. A bola foi na trave e contou com ajuda de Denis para Jean, de cabeça como um centroavante, não perdoar aos 25 minutos. Depois do empate, a torcida e a equipe se inflamaram. Sobis e Jean ainda tiveram chance de virar. Houve também um toque de mão de Fabrício na área, considerado involuntário pela arbitragem. Osvaldo, no fim, assutou o Flu. E o jogou seguiu empatado no primeiro tempo.

Euforia com Gum

Muricy trocou Lucas Silva por Caramelo no intervalo. Parecia adivinhar que o Flu forçaria pelo lado esquerdo de ataque suas jogadas. E o time carioca repetiu o roteiro da primeira etapa. Começou melhor. Rhayner, e depois Jean, tiveram boas chances ali pela esquerda mesmo. O toque do camisa 7 foi bonito, e passou bem perto do gol.

O São Paulo procurava os contra-ataques, explorando a velocidade de Osvaldo. E teve também o seu lance para reclamar da arbitragem: Welliton fez o giro e caiu na área, mas o árbitro mandou seguir. Pouco depois, Dorival Júnior cedeu aos pedidos da torcida e pôs o garoto Biro Biro no lugar de Rhayner, ali mesmo pela esquerda. O time ficou mais aceso. Igor Julião bateu cruzado, a torcida ficou com o grito contido mais uma vez. Era boa a oportunidade. O São Paulo parecia desinteressado. Muricy, aos berros, reclamava e resolveu mexer, trocando Welliton por Ademilson.

Dorival também mexeu. Tirou o apagado Samuel para arriscar com Marcelinho. O jogo estava à feição do Flu, que não encontrava o caminho do gol. Muricy tentava melhorar o São Paulo ao pôr Maicon no lugar de Fabrício. O Tricolor carioca pressionou até o fim. Aos 43, já sob o coro de “À bênção, João de Deus”, música que acompanha o time nas dificuldades e nos bons momentos, a justiça foi feita para quem mais buscou o gol: em escanteio, Gum subiu mais que todos e mandou, de cabeça, a bola mortífera: era a virada tricolor que faltava no Brasileirão. A festa estava completa.

 

 

Globoesporte.com

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