Efraim Filho volta a defender penas duras para crimes contra jornalistas

Publicado em sábado, outubro 13, 2012 ·

O presidente da Comissão da Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputado Efraim Filho (Democratas-PB), defendeu a fixação de punições severas para esses tipos de crimes.

“Não podemos ser permissivos. A pena tem que ser dura e a lei deve ser aplicada. Nesse período eleitoral aumenta consideravelmente ações criminosas contra o profissional da imprensa”.

O deputado relatou a preocupação da Comissão de Segurança em aperfeiçoar a legislação para combater de forma mais dura a violência contra a imprensa. Ele lembrou casos mais recentes de assassinatos a repórteres do Maranhão e Ponta Porã (MT) que engrossam uma estatística alarmante.

De acordo com a ONG suíça Campanha Emblema de Imprensa (PEC, sigla em inglês), o Brasil é o segundo país mais perigoso do mundo para os profissionais de imprensa, atrás apenas da Síria. Segundo a entidade, 42 jornalistas foram mortos entre 1982 e 2007 e, em 2012, quatro foram assassinados no país.

“O que a Câmara dos Deputados se preocupa também é que impunidade é pior que o próprio atentado. Há um sentimento de insegurança que toma conta de forma epidêmica da sociedade”, destacou Efraim Filho.

O parlamentar ainda criticou a posição do governo por meio da Polícia Federal que alega não ter condições de investigar a fundo esses crimes.

“Hoje você tem uma Polícia Federal com diversas atribuições, um quadro restrito e sem perspectiva de ampliá-lo. É um misto de impunidade e falta de condições para uma investigação profunda”, acrescentou.

Ascom

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