Dupla se entrega e termina sequestro em Brasília

Publicado em terça-feira, junho 14, 2011 ·

bandido_400Os dois sequestradores que fizeram quatro mulheres reféns na manhã desta terça-feira (14) libertaram todas as vítimas e se entregaram após seis horas de negociação, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal. Um dos sequestradores saiu algemado e com a cabeça coberta. O outro foi algemado ao deixar a residência, na quadra 711 da Asa Sul.

De acordo com a polícia, eles foram levados para a 1ª delegacia de polícia da Asa Sul, onde serão interrogados. Os dois sequestradores já tinha passagem pela polícia. Um deles era foragido da Justiça.

Enquanto ainda negociam a rendição, os dois homens libertaram duas reféns – uma mulher grávida de seis semanas e uma freira. A grávida foi levada para um hospital e, de acordo com os médicos que a atenderam, ela e feto passam bem.

Segundo a direção do hospital, ela ouviu pela primeira vez o coração do feto ao fazer um ultrassom. A freira, por sua vez, passou mal ao sair da casa e teve de ser carregada até uma ambulância. Ela era uma hóspede que visitava a família.

Durante a negociação, a polícia cogitou a possibilidade de usar a força para tentar resgatar os reféns. Segundo o major Adriano Meireles, da Polícia Militar, a situação era de alto risco” porque os dois homens eram “homicidas com vasta ficha criminal” (veja vídeo acima). De acordo com ele, os sequestradores tinham armas e usaram drogas enquanto mantinham os reféns na casa.

A PM identificou os sequestradores como sendo Bruno Leonardo Vieira Cruz, de 29 anos, que estava em liberdade condicional, e Adelino de Souza Porto, de 55 anos. Ele era foragido desde maio de 2010 do Galpão do SIA. Contra ele havia um mandado de prisão expedido, porque ele não retornou à prisão após receber um indulto de Páscoa.

Negociações e ajuda religiosa
Três negociadores da Polícia Militar participaram da ação pela rendição dos bandidos e a libertação dos reféns. Familiares dos assaltantes foram chamados para ajudar na rendição dos ladrões. A mãe e a irmã de um dos sequestradores auxiliaram a polícia nas negociações.

Mais de 80 policiais militares, civis e bombeiros participaram da operação. As quadras próximas do local do sequestro foram fechadas de manão pela polícia. Até um helicóptero foi usado na operação.

Mais cedo, o frei Ednilson Vaz, da Paróquia Santo Antônio, foi chamado para tentar tranquilizar as reféns durante o sequestro. Ele chegou a falar com uma das pessoas por telefone. “Conversei com os familiares. (…) Me chamaram porque são pessoas que frequentam a paróquia.”

Após o fim do sequestro, o frei afirmou ao G1 que agradeceu pelo fim do sequestro sem feridos. “Graças a Deus tudo terminou bem.”

Início da ação
Segundo uma vizinha da família, o sequestro teve início quando os ladrões tocaram a campainha da casa. Quando a dona da casa atendeu, foi anunciado o assalto, que acabou resultando nas quatro mulheres feitas reféns.

A polícia, no entanto, informou que um morador da casa foi rendido pelos ladrões quando saía de carro. Quando deixavam o local no veículo da vítima, teriam visto um carro de polícia e retornado à residência. O homem ficou no veículo e não foi feito refém.

Pedreiros que trabalhavam em uma reforma na casa conseguiram deixar o imóvel e chamaram a polícia, que interditou a quadra. Os moradores vizinhos da casa onde as vítimas foram mantidas como reféns foram retirados para facilitar os trabalhos da polícia.

Vizinhos dizem que há registro esporádicos de furto de carros de veículo na região, mas nunca houve um caso de violência semelhante. “Tem cinco anos que moro nesta quadra e isso é um caso isolado. De vez em quando ocorre um furto de carro, mas nada como estamos vendo hoje” disse Elisângela Santos, que mora na quadra 711 Sul com os dois filhos.

G1

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