Dom Genival assegura que escândalos dentro da Igreja receberão tratamento adequado

Publicado em terça-feira, julho 12, 2016 ·

dom genivalO novo administrador apostólico da Arquidiocese, Dom Genival Saraiva de França, garante que as investigações referentes a questões de pedofilia dentro da Igreja continuarão. De acordo com o religioso, as situações envolvendo escândalos sexuais dentro da Igreja Católica “estão sendo tratadas com a seriedade devida, com os encaminhamentos adequados, com os procedimentos pertinentes”.

Dom Genival concedeu entrevista ao ClickPB no final da manhã desta terça-feira (12) na sede da Arquidiocese, no Centro de João Pessoa. O administrador apostólico tomou posse no fim de semana e deverá permanecer no cargo durante o período de vacância, até que seja nomeado o novo arcebispo. De acordo com ele, não há prazos para a nomeação, mas presume que, “tomando como média, não tem passado de um ano da renúncia à posse de um novo titular”.

O sacerdote chega à Paraíba após a renúncia de Dom Aldo Pagotto. A renúncia do arcebispo emérito foi envolta em escândalos tanto de ordem sexual quanto financeira dentro da Igreja.

Com a sua chegada em meio a estes escândalos, Dom Genival garante que “diante dos fatos deve haver e necessariamente haverá esses encaminhamentos cuja estância pode não ser a local, pode ser até no âmbito da Santa Sé”. Ele ainda ressalta que a Igreja não deve se omitir e os casos devem ser tratados como pecado, além de crime.

Sobre as denúncias de desvio de dinheiro dentro da instituição, Dom Genival preferiu não falar nada porque ainda não tomou conhecimento dos fatos. “Tenho sensatez para não me adiantar em questões que pudessem ser lidas diferentemente da realidade”.

O administrador apostólico ainda falou sobre a sua visão em relação à homossexualidade. De acordo com Dom Genival, “nós estamos diante de um fenômeno humano”. Ele ressalta que “evidentemente que a Igreja tem a sua leitura que não pode divergir do evangelho”, mas ao mesmo tempo defende que “nunca podemos chegar à discriminação, à hostilização, como infelizmente tem acontecido”.

Como estamos em um ano eleitoral, Dom Genival ressaltou durante a entrevista que a Igreja está envolvida na política, mas apenas no que diz respeito à etimologia direta da palavra, que diz respeito ao bem comum. “O diácono permanente pode se inscrever em partido político, pode ser candidato, mas sendo sacerdote não pode sequer se inscrever”, ressaltou Dom Genival, que também disse que ainda não tem conhecimento de candidatos religiosos aqui na Paraíba.

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