Dilma: pré-sal é possível porque Brasil resistiu à ‘moda’ e não vendeu Petrobras

Publicado em segunda-feira, dezembro 2, 2013 ·

ROBERTO STUCKERT FILHO/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
ROBERTO STUCKERT FILHO/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nessa segunda-feira (2) que a exploração do pré-sal no Brasil só é possível porque o país resistiu à privatização na última década. “Estamos aqui porque conseguimos preservar a Petrobras quando era moda na América Latina privatizar empresas de petróleo. Mas a Petrobras se projetou como uma empresa de porte internacional, como uma das mais importantes do mundo.”

A declaração foi dada durante cerimônia de assinatura do contrato para a exploração do Campo de Libra pelo consórcio composto por quatro empresas – Shell, Total, CNPC e CNOOC – mais a própria Petrobras. Em seu discurso, Dilma classificou como importantes outras parcerias do governo federal com a iniciativa privada para o desenvolvimento da infraestrutura do país, citando a construção de ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos como exemplos.

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Durante o processo do leilão do Campo de Libra, setores e movimentos sociais criticaram o modelo de partilha criado durante o governo Lula, por considerar a distribuição do petróleo explorado equivalente à privatização. Em pronunciamento oficial feito em outubro, a presidenta afirmou que o modelo de partilha é “bem diferente da privatização”, pois garantirá que 85% de toda a renda extraída do campo fique com a União ou com a Petrobras.

Hoje, ela reafirmou os benefícios que o modelo de partilha trarão ao Brasil e voltou a creditar o leilão à atratividade do país para investimentos internacionais. “O novo modelo de partilha, o novo marco aprovado para a exploração, é condizente com interesses nacionais e ao mesmo tempo é atrativo para empresas privadas e públicas, nacionais e internacionais do setor. É um regime que representa garantia de longevidade dos benefícios que pré-sal trará para o povo brasileiro”, comentou.

A importância do fundo social do pré-sal foi mais uma vez lembrada por Dilma. Segundo ela, os recursos arrecadados pelo governo federal oriundos da exploração, possibilitarão educação e saúde de qualidade para os próximos 35 anos.

“Para o Estado, a importância da exploração é enorme, nos próximos 35 anos no Campo de Libra teremos volume de recursos inédito na História, mais de R$ 1 trilhão para educação e saúde do país. Vai trazer benefícios para toda economia. É um salto necessário para direção da economia do conhecimento, das condições para enfrentar o desafio da necessária valorização dos professores, de maiores salários e capacitação, e de maior acesso a creches e pré-escola.”

Por fim, a presidenta ressaltou que a exploração do Campo de Libra é “mais um carimbo no passaporte para um futuro mais próximo”. “ O Campo de Libra é central para período de prosperidade que impactará Brasil por décadas e deixará resultados benéficos para sempre na vida da população. O melhor da história começa a ser escrito a partir de hoje. Essa é uma parceria vitoriosa que colocará mais um carimbo no nosso passaporte, do Brasil, em direção a um futuro muito mais próspero.”

 

 

por Redação RBA

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