DEM e PMDB podem se coligar em algumas capitais brasileiras

Publicado em quarta-feira, julho 20, 2011 ·

politica1DEM e PMDB estão com conversas adiantadas para marcharem unidos nas eleições municipais em São Paulo e Salvador, em 2012. A estratégia está sendo acertada em Brasília por representantes das direções nacionais dos dois partidos.

Gabriel Chalita (PMDB) seria o candidato à Prefeitura de São Paulo com apoio do DEM, que indicaria seu vice. Em troca, o PMDB apoiaria a candidatura de Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) na capital baiana, também podendo indicar o vice.

A costura foi confirmada por um integrante da Executiva Nacional do DEM. Em São Paulo, o partido trabalha ainda com a possibilidade de lançar à sucessão municipal Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Social do Estado. Nos dois casos, o entrave na definição dos planos do partido tem o mesmo nome: José Serra (PSDB), que ainda não deu sinais claros se concorrerá ou não ao cargo que ocupou entre 2005 e 2006 –e deixou para concorrer ao governo de São Paulo.

A avaliação corrente, de petistas a tucanos, é que a presença de Serra na disputa forçaria o PT a também escolher um candidato de peso, o que polarizaria a disputa e diminuiria o ímpeto de candidatos menores.

Sem Serra, a tendência é que mais partidos lancem nomes próprios: “O PSDB está nessa zona de conforto, de achar que o DEM sempre irá com eles. Mas, até pela sobrevivência do partido, nosso jogo é nacional, precisa casar vários apoios pelo país”, afiança o mesmo integrante do DEM.

O saldo de mais essa negociação pode ser o completo isolamento do PSDB na eleição paulistana, já que todos os seus habituais aliados demonstram disposição para alçar voos próprios.

O PPS municipal cogita lançar Soninha Francine à disputa ou compor uma possível chapa encabeçada por Eduardo Jorge (PV), secretário municipal de Meio Ambiente e nome preferido do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à sua sucessão.

O PTB trabalha nos bastidores para lançar candidatos na maioria dos municípios de São Paulo e vai filiar o presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Luiz Flávio D’Urso, que terá sua pré-candidatura à prefeitura da capital lançada em agosto.

Caso resolva ir às urnas, Serra terá ainda de passar pelas prévias do partido, instituídas em reunião do diretório municipal. O deputado federal Ricardo Tripoli foi o primeiro tucano a colocar seu nome para a disputa. Devem seguir o mesmo caminho o secretários estaduais de Cultura (Andrea Matarazzo) e Energia (José Aníbal).

Em Salvador, o DEM tem se articulado pela candidatura de ACM Neto, enquanto no PMDB a hipótese de lançar o radialista Mário Kertész, ex-prefeito da cidade por duas vezes, ganhou corpo nos últimos meses. Integrantes das duas siglas admitem, no entanto, a necessidade de juntarem forças para encarar o candidato do PT à prefeitura, que terá pleno apoio do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

O deputado federal Nelson Pellegrino, candidato derrotado à prefeitura outras três vezes, é o mais cotado e preferido do governador. O PSDB também tem participado das conversas para a composição da chapa com DEM e PMDB, mas a possibilidade de encabeçá-la, com uma candidatura do deputado federal e ex-prefeito Antônio Imbassahy, é vista como menos provável.

paraibaja

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