De ídolo a carrasco: Frontini abre o jogo sobre sua saída do Botafogo-PB

Publicado em segunda-feira, setembro 14, 2015 ·

FRONTINI“Ôôô… seu pesadelo! Frontini matador, o terror do galinheiro”, quando compôs em 2014 o canto para o então candidato a ídolo Frontini, carrasco do rival Treze na Série C de 2013, a torcida do Botafogo-PB mal podia imaginar que, um ano depois de vestir a camisa do Belo, o próprio centroavante, também se tornaria um pesadelo para os botafoguenses. Após uma saída conturbada do Bota ao fim da temporada passada, em virtude de um atrito com o vice-presidente, o empresário Breno Morais, o argentino de 34 anos regressou ao Vila Nova-GO, onde conquistou o acesso à Série B em 2013. E quis o destino que Frontini e Botafogo-PB se reencontrassem. Agora em lados opostos. Melhor para o camisa 9, autor de três gols na soma dos dois jogos entre goianos e paraibanos pela terceirona deste ano.

Na saída do Estádio Almeidão, no último sábado (12), depois da vitória do seu atual time contra o ex (2 a 1).Frontini revelou os detalhes de sua saída da Maravilha do Contorno, em dezembro de 2014. Antes, ele vibrou por balançar novamente as redes do Botafogo – no encontro do primeiro turno, foi dele os gols da vitória do Vila por 2 a 0, em Goiânia.

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“Sou profissional e tenho de fazer o meu melhor. Hoje, me sinto em casa no Vila, é minha segunda passagem, tenho prazer de jogar por esse clube. Espero ficar muito tempo aqui”, disse sobre o reencontro com o Botafogo, segunda vítima paraibana a sofrer com seu faro de gol.

“Ainda bem, né?! Tenho dado sorte contra os times paraibanos, mas agora minha torcida é para o Botafogo se classificar, tem plenas condições, precisa fazer um grande jogo contra o Fortaleza e depois decidir contra o América-RN”, acrescentou.

Quanto à saída do Botafogo, em dezembro de 2014, Frontini abriu o jogo, disse ter sido enganado pelo vice-presidente Breno Morais, e afirmou ter deixado o clube chateado com o tratamento recebido no fim de seu vínculo.

“O lance foi o seguinte: Na metade do campeonato do ano passado apareceu uma situação para eu ir embora (proposta do Sampaio Corrêa – contrato de dois anos). E aí, naturalmente, passei para o Botafogo. Sentei com o Breno e ficou decidido a minha permanência para o restante de 2014 e 2015. Maravilha, vida que segue. Só que o nosso time estava tão bem para subir, que no final deu aquela caída, eles decidiram mudar o planejamento. Tudo bem, eu entendo. Mas, a partir do momento, que você assume um compromisso com uma pessoa, o mais certo é cumprir. Ou ele dissesse quando entreguei a proposta do Sampaio que o 2015 do Botafogo só seria planejado após o campeonato.  Eu iria ficar, tinha contrato, teria que cumprir. Mas você promete… Tem pessoas que depende de mim”, contou.

Segundo Frontini, a justificativa apresentada por Breno Morais teria sido um veto do então técnico Marcelo Vilar ao seu nome. “Depois, o Breno chegou de uma hora para outra e disse que o Vilar não gostaria mais de me usar. Aí eu cheguei e falei: olha pera aí, não podemos confundir as coisas. Do Vilar não querer me usar e você me mandar embora são duas coisas diferentes. O Marcelo pode não querer me usar, mas o Marcelo não tem autoridade de me mandar embora. Quem manda embora é você.”, detalhou.

“O Breno teria muito bem que chegar ao Marcelo e explicar que não poderia me mandar embora, pois havia assumido um compromisso. Mas, não. A primeira coisa que fizeram foi chegar e dizer que mudaram o planejamento para que eu juntasse minhas coisas e ir embora. As coisas não funcionam assim. Realmente fiquei muito chateado”, enfatizou.

Quando questionado em relação à queda da equipe nos jogos finais da primeira fase da Série C do ano passado – derrotas para Asa e Águia de Marabá e empate com o Fortaleza – custando a classificação para o mata-mata da competição, Frontini rechaçou um possível atrito do elenco com a diretoria.

“Não aconteceu nada. Como eu falei e fui responsável de citar uma pessoa que não cumpriu comigo, também sou responsável para assumir que precisávamos jogar um pouquinho mais para se classificar, e eu me incluo. No final não fiz gols, fiquei dez jogos sem marcar. E eu sou homem para assumir, sou um dos responsáveis, são coisas do futebol. Não marcávamos gols e tomávamos o time inteiro não estava rendendo”, justificou.

O desabafo do atacante respingou também no episódio que causou a perda de quatro pontos do clube paraibano na Copa do Nordeste, para falar sobre o desmanche no elenco bicampeão estadual.

“Agora só acho pelo pouco que conheço de futebol adquirido nos 25 clubes que passei não se pode jogar um planejamento de dois anos inteiro por causa de um mês. Ganhamos o paraibano com os pés nas costas. Metemos seis no CSP (semifinal) e três no Campinense (final). Na Copa do Nordeste, batemos no Náutico, empatamos com o Sport. Não nos classificamos porque o Gian (Giancarlo Dantas, supervisor de futebol do Botafogo) inscreveu dois jogadores irregulares (Pio e Thiaguinho na estreia contra o Sport em 1 a 1, no Almeidão), além de ter passarmos 17 rodadas no G-4 da Série C. E aí o que aconteceu no último mês não sei te explicar”, encerrou.

Além de Frontini, outros medalhões também deixaram o Botafogo-PB ao fim da temporada passada, a exemplo de Lenilson, Pio e Rafael Aidar.

Maurílio Júnior Correio da paraiba

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