De cabeça, Fernandão e Obina fazem o Bahia virar para cima do Botafogo

Publicado em domingo, setembro 22, 2013 ·

Quando encontrou Fernandão no primeiro turno, o Botafogo não deve ter gostado nada das boas-vindas. Foram do atacante os dois gols da derrota (2 a 1) no Batistão. Quando Obina era do Flamengo, também andou incomodando o Alvinegro. E neste domingo deram muita, mas muita dor de cabeça aos torcedores do vice-líder do Campeonato Brasileiro. Com duas cabeçadas, eles marcaram na virada de 2 a 1 do Bahia, pela 23ª rodada, no Maracanã – Edilson havia aberto o placar, de falta. Mas há que se destacar que, no segundo gol tricolor, Obina estava em posição irregular. Mas também há que se destacar que o time do técnico Cristóvão Borges foi superior a maior parte do jogo.

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O apito final mostrou claramente o que o resultado representava. Botafoguenses com as mãos na cabeça, incrédulos, e tricolores em clima de título, vibrando, se abraçando. Não é para menos: o Glorioso, que pela primeira vez perde em casa neste Brasileirão, agora está oito pontos atrás do líder Cruzeiro – 42 a 50. Já os baianos, com 31, deixam o Z-4 mais distante, e o sonho do G-4 fica mais perto. No segundo turno, aliás, nenhuma derrota – dois empates e duas vitórias.

– É inexplicável a sorte que eu tenho nesse lugar. É maravilhoso voltar ao Maracanã, a gente precisando da vitória. Eu fico ali no banco, mas a galera confia e mim. É uma vitória que nos dá um pouco mais de esperança. O Bahia tem um elenco que é muito aguerrido. Talvez não tenha um craque, mas tem jogadores que se dedicam muito para ajudar. Aí está uma vitória sobre uma equipe que é candidata ao titulo – disse Obina, eufórico.

Não dá para descansar: no meio de semana as equipes vão para o mata-mata. Na quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), o Botafogo encara o clássico com o Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. O Bahia tem uma viagem longa até a Colômbia para pegar o Nacional de Medellím, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O jogo acontece na quinta, às 21h50m.

Jefferson botafogo bahia série A (Foto: Vítor Silva / SSPress)Bahia pressionou no primeiro tempo, mas Jefferson salvou (Foto: Vítor Silva / SSPress)

O que vale é bola na rede

Um toque errado, um domínio não executado… Os desencontros de Seedorf com a bola pareciam algo isolado, fruto de uma tarde pouco inspirada do meia. Mas, não. O desempenho abaixo do esperado foi generalizado. Trapalhada na defesa, saídas equivocadas, meio de campo travado e, consequentemente, atacantes sem muitas opções. Os gritos dos torcedores pareciam não ter acordado o Botafogo.

O Bahia é que estava inflado, tamanho era o volume de jogo. Com Wallyson no banco, Cristóvão Borges optou por Marquinhos Gabriel, peça importante no time. Algumas triangulações, toques de bola e uma pressão inversa ao que se esperava no Maracanã. Foram os baianos que dominaram. Arriscaram, chutaram muito mais vezes no primeiro tempo: 13 a 2. Em duas delas Fernandão e Barbio passaram bem perto.

Mas o futebol não é lógico. Premiado mesmo é quem acerta a rede. E bastou uma falta sofrida por Rafael Marques para o princípio de vaias virar cantos de “Fogo, eu te amo”. A força com que Edilson acertou a cobrança foi a mesma que os alvinegros usaram para comemorar o gol. Era uma bola defensável, mas a sorte vestia preto e branco.

A virada é de cabeça

Não só sorte. A competência de Oswaldo de Oliveira ao sacar Seedorf no intervalo e lançar o jovem Hyuri também contou. É como se tivesse desfeito um nó no time. O Botafogo se soltou mais. O técnico aproveitou que o Bahia precisava se expor e partir para o ataque e, pela direita, Hyuri usou e abusou da velocidade, driblou, perdeu duas chances claras. Alex, que substituiu Elias, lesionado, também esquentou o clima do jogo. Passou perto de marcar. O problema é que Marcelo Lomba se recuperou da falha na falta de Edilson e fez três grandes defesas.

Cristóvão gostou da brincadeira tática e resolveu mudar peças também. Wallyson entrou no lugar do lateral Madson. Aí os tricolores foram para cima. Teve desvio na zaga adversária, Jefferson salvando, salvando e salvando, quase uma repetição dos 45 minutos iniciais: muito chute e nenhum na rede. Saiu Barbio, entrou Obina. Dois centroavantes para acabar com o que parecia uma mandinga debaixo das traves dos cariocas.

E os centroavantes souberam fazer direitinho o trabalho certo. Com a cabeça feita. Fernandão e Obina, que entrou durante o jogo, marcaram em jogadas aéreas e mudaram a cara do jogo. Viraram a partida. O de Obina, porém, em impedimento claro, validado pela arbitragem. Ao apito final muita, mas muita comemoração. E dor de cabeça do outro lado.

 

Globoesporte.com

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