Crime do Bancários: delegado diz que não há elementos de crime encomendado

Publicado em sábado, junho 27, 2015 ·

mulheres“Não existe nenhum elemento que indique crime encomendado”, disse o delegado titular da 1ª Superintendência de Polícia Civil da região Metropolitana de João Pessoa, Marcos Paulo, sobre o sequestro das duas mulheres moradoras do bairro dos Bancários, que foram levadas para Goiana, em Pernambuco, estupradas e atropeladas pelos criminosos, em uma estrada de terra às margens da BR-101. Uma das vítimas morreu no local, Glória Silva, de 42 anos. Já a que sobreviveu, Caroline Teles, 31 anos, continua internada em hospital de Pernambuco, em estado grave, na UTI.

De acordo com o delegado Herbert Martins, titular da 16ª Delegacia de Homicídios de Goiana, ainda não há suspeitos apontados pelo crime. Devido ao estado de saúde de Caroline, não foi possível coletar mais informações. “O que se sabe é que foram dois homens. Agora, características, modus operandi, infelizmente só com a vítima sobrevivente, que não se recorda mais de nada”, disse o delegado Herbert Martins.

Dois inquéritos estão correndo paralelos nos dois estados. Pela Paraíba, a linha de investigação principal é o latrocínio, e por Pernambuco, o homicídio. No entanto, segundo o delegado Marcos Paulo, a polícia não descarta nenhuma das possibilidades. “O que eu posso afirmar é que a polícia está investigando de maneira muito responsável e comprometida”, assegurou. 
Marcos Paulo explicou que pode ter sido um crime patrimonial que evoluiu para o estupro e, daí, para o homicídio, e isso só no final da investigação que isso será definido, bem como a motivação do crime.

A polícia também ainda não sabe se os criminosos estavam armados ou não, uma vez que os sequestradores, em Goiana, tentaram estrangular as vítimas com as próprias roupas delas e depois as atropelaram. Em João Pessoa, as mulheres foram abordadas pelos bandidos quando Caroline parou o carro na frente da casa de Glória, após participarem de uma festinha organizada pelo berçário do filho de Caroline, de 9 meses, que também se encontrava no veículo. Um dos homens entrou no veículo delas e as obrigou a dirigir para Pernambuco. Já o outro seguiu atrás, escoltando o veículo das vítimas.

“A gente não sabe se eles estavam armados, ou não. Ora, podiam estar armados, mas por que não disparou a arma? Não estavam armados, então se não estavam armados, por que colocaram as duas dentro do carro, sem arma?”, conjecturou o delegado, acrescentando ainda a possibilidade dos criminosos estarem armados com facas, embora também não tenham sido encontrados indícios do uso desse instrumento nas vítimas.

De acordo com Herbert Martins, a resolução das câmeras de vídeo localizadas no percurso feito pelo veículo no dia do crime não tinham boa resolução. Ele também informou que foram solicitadas todas as perícias, inclusive genética.

 

Da Redação – Foto: Divulgação/Grupo Plantão de Polícia

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