Couto nega ‘invenção’ em denúncia de tentativa de matá-lo e coloca à disposição de RC cargos no governo

Publicado em sexta-feira, outubro 4, 2013 ·

Couto na CâmaraApós usar a tribuna da Câmara Federal para denunciar um suposto plano para matá-lo no último fim de semana na Paraíba, o deputado federal Luiz Couto (PT) afirmou em entrevista aos radialistas Adelton Alves e Edmilson Pereira, da Arapuan FM, que por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, encaminhará documentações ao Serviço de Inteligência e Direção Geral da Polícia Federal para que as investigações sobre o caso sejam aprofundadas.

 

O parlamentar lamentou as críticas que recebeu após tornar público o esquema e negou que houvesse “invenção” em suas declarações. “Não é possível que a Polícia Federal se submeta a isso sem que houvesse consistência naquilo que falamos, não houve insinuação e nem uso político, a Polícia Federal é uma instituição republicana pela qual temos respeito”, disse.

 

 

Ele assegurou que tentou entrar em contato com o governador Ricardo Coutinho (PSB) antes de fazer o pronunciamento na Câmara, mas não obteve êxito. “Tentamos a comunicação via e-mail para o governador, mas não fomos respondidos. Há uma dificuldade grande de falar com ele pelo telefone, tentamos audiência, mas não conseguimos e não quero polemizar sobre isso”, falou.

 

 

Couto também aproveitou para reafirmar suas críticas ao secretário de Administração Penitenciária, Walber Virgulino, a quem ele acusou de se utilizar de “jogo de marketing” e de tentar alçar ao cargo de Secretário de Segurança Pública. “O Conselho Nacional do Ministério Público colocou a Paraíba como o estado com a pior situação dos presídios. A Paraíba perdeu recursos para a administração penitenciária, ele tem um bom marketing. Espero que o governador pense direito porque vai ser um problema, pois ele (Walber Virgulino) se coloca como um xerifão”, falou.

 

Por fim, Couto condicionou a manutenção do apoio ao governador Ricardo Coutinho ao projeto político de reeleição da presidente Dilma Rousseff e colocou à disposição do socialista os cargos indicados por ele no governo. “Os partidos que estiverem aliados à presidente poderemos fazer aliança, os que não tiverem, é claro que não poderemos,  e eu não tenho cargos, eles é que devem decidir, o governador pode retirar e pode pedir os cargos, não tem problema nenhum”, declarou.

Luis Torres

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