Contra o relógio: tempo de descanso até a decisão preocupa Bernardinho

Publicado em sábado, agosto 20, 2016 ·

‘Só mais uma pergunta, a Itália já está descansado”. A frase descontraída do técnico Bernardinho no fim da entrevista coletiva deixou clara a principal preocupação do treinador antes da final de domingo. Depois de bater a Rússia por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/17, e garantir a vaga na decisão olímpica pela quarta vez seguida, o comandante começou a fazer contas. E o resultado não foi nada animador. Entre o fim da semifinal e o início da disputa pela medalha de ouro no Maracanãzinho, o time masculino de vôlei do Brasil terá pouco mais de 30 horas de recuperação.

A bola volta a subir às 13h (de Brasília) de domingo. Com jogadores sofrendo com o desgaste físico, Lipe e Lucarelli eram dúvida para a semifinal, jogaram e serão novamente avaliados, Bernardo também se preocupa com as horas de sono de seus atletas. Nos últimos seis jogos, o Brasil atuou por volta das 22h30. Ou seja, os jogadores se acostumaram nos últimos dez dias a irem dormir depois das 3h da manhã.

– Temos pouco mais de 30 horas até a partida. Muito pouco. E pior: com os jogos noturnos, os atletas tem ido dormir sempre às 3h, 4h da manhã. Não sei se vão conseguir dormir antes. E no domingo a final será às 13h. O sono da tarde não é o mesmo do sono da noite. É complicado – avisou Bernardinho, técnico responsável por levar o Brasil a quatro finais seguidas nos Jogos.

Bernardinho Brasil x Rússia (Foto: Juan Mabromata / AFP)Bernardinho comemora a fácil vitória pela Rússia: após um ouro e duas pratas, técnico volta a levar o Brasil à uma final olímpica (Foto: Juan Mabromata / AFP)

 

Luta pela sobrevivência

Depois de uma primeira fase irregular, com três vitórias e duas derrotas, o Brasil vem se superando a cada partida. Passada a pressão inicial, o time cresceu durante a competição. Foi assim contra a França, jogo que podia decretar a eliminação precoce, diante da Argentina, classificada como líder do Grupo B, e na vitória contra a atual campeã olímpica, a Rússia, na semifinal. Para Bernardinho, o time mostrou capacidade e caráter na hora certa.

Estamos hospedados na vila. Os jogadores andam por lá e se sentem como o Neymar. Todo mundo conhece a gente, a expectativa das pessoas é grande.
Bernardinho

– Estamos hospedados na vila. Os jogadores andam por lá e se sentem como o Neymar. Todo mundo conhece a gente, a expectativa das pessoas é grande, das mais simples aos conhecedores de vôlei. A partir do jogo contra a França, lutávamos pela sobrevivência. E o time mostrou capacidade para lidar com isso. Estávamos com as costas da parede. Contra a Argentina, um time teoricamente menos capacitado, a pressão era toda nossa. E dois se contundiram. Mais uma vez o time mostrou que tinha caráter porque ser o melhor nem sempre é o suficiente. Temos sempre que dar o nosso melhor. Sufocamos a Rússia, eles não conseguiram sair. Foi a nossa melhor atuação. A Itália tem armas diferentes, será um jogo diferente – avisou.

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