Consumo e tráfico de crack invadem a cidade de Bayeux

Publicado em segunda-feira, junho 13, 2011 ·

thumb.phpSexta-feira, 10 de junho de 2011, um homem a quem vamos chamá-lo nesta reportagem de ‘Ricardo’, estaciona seu veículo na Avenida Engenheiro de Carvalho, no centro de Bayeux, para fazer um pequeno lanche em uma das lanchonetes do município. O relógio marca 23h15min quando um menor o aborda e diz: “tio vou dar uma olhadinha aí, tá ligado!”. Junto com o menor mais três aparecem.

A cena virou algo tão comum em Bayeux que pouco a população e até mesmo as autoridades que trabalham com as garantias dos direitos da criança e adolescência alertam para o problema. Nossos jovens estão consumindo e traficando crack em plena via pública e ninguém faz nada.

Os pontos são sempre em estabelecimentos comerciais como bares e lanchonetes, locais que os menores aproveitam para garantir o dinheiro da compra de pedras de crack e cigarros de maconha.

Segundo um comerciante, que não quis se identificar, durante toda a noite eles fazem a arrecadação e ao menos três vezes vão comprar a droga. Recebem, juntam e gastam com drogas e assim a cena se repete. Para sustentar o vício, eles contam com a boa vontade dos clientes.

O grupo é formado por quatro garotos sendo um de maior. A idade varia de 14 a 18 anos. Os principais locais registrados pela reportagem do Bayeux em Foco, onde é possível assistir a cenas estarrecedoras de crianças e jovens se drogando, são a Casa do Bolo, na Avenida Engenheiro de Carvalho e a pizzaria Loop’s. na Avenida Liberdade.

“A gente é moral doido. Todo mundo vê a gente doidão, mas não dizem nada”, contou um dos menores quando já estava sob o efeito da droga.

Segundo informações, eles moram na Imaculada, próximo ao Mercado Público, e a droga é comprada no antigo Matadouro, no bairro do Sesi.

Os comerciantes apelam para que o Conselho Tutelar de Bayeux, Polícia Militar, promotoria da Infância e Juventude e juizado do menor possam tomar alguma providência.

Procurado pelo Bayeux em Foco, o conselheiro tutelar Josivaldo Farias disse que vai registrar o fato e hoje (13) à noite vai fazer um diligência para verificar a situação. “Quando isso ocorre nós entramos em contato com a família e encaminhamos para os órgãos competentes quando há vagas no Caps-ad, em João Pessoa. Nosso maior problema é que ainda não temos um órgão que trabalhe com dependência química. Ficamos de mãos atadas”, revelou.

Bayeux em Foco

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