Consagrados, Felipão e Luxa vivem ‘pesadelo’ em seus clubes

Publicado em terça-feira, setembro 13, 2011 ·

luxa e felipãpO momento é de dificuldades para Felipão e Luxemburgo, dois dos técnicos mais antigos e famosos da Série A do Campeonato Brasileiro. Com passagem pela Seleção Brasileira, a dupla sofre pressão por resultados em seus clubes e vê a tolerância dos torcedores reduzir-se a cada rodada de insucesso. O comandante palmeirense, que reassumiu o Palmeiras (onde conquistou a Libertadores de 99) após alguns anos no futebol europeu, ainda não conseguiu conquistar títulos nessa sua nova incursão no clube alviverde e viu o time cair de rendimento neste início de segundo turno (dois empates e duas derrotas) . Já Luxemburgo, que há tempos não obtém um título de expressão, mais precisamente desde o Brasileiro de 2004 pelo Santos, não sabe o que é vencer uma partida há oito rodadas.

O LANCENET! fez um balanço da situação dos dois treinadores desde que chegaram a seus clubes. Confira:

FELIPÃO

Análise do repórter Daniel Romeu

Felipão vive o momento de maior turbulência no Palmeiras desde que retornou ao clube, em julho do ano passado. Apesar de ser o técnico empregado há mais tempo por uma mesma equipe no Brasileirão, os erros e fragilidades dos jogadores já são conhecidos por todos. O próprio treinador admitiu: pela primeira vez na carreira, não consegue corrigir e colocar um time nos eixos.

Historicamente, o técnico é conhecido por fazer “milagres” com elencos sem grandes estrelas. Mais na raça do que na técnica, conquistou títulos no Grêmio, no próprio Verdão, e na maioria dos times pelos quais passou. E o início do trabalho foi promissor… Levou o Palmeiras à semifinal da Copa Sul-Americana do ano passado, mas foi eliminado pelo Goiás e o ano foi perdido. Ainda assim, o crédito com a torcida era enorme, e a esperança era por mais tempo de trabalho e um 2011 de resultados (ou seja, títulos).
Enquete: Felipão deve permanecer no comando do Palmeiras?

O Paulistão passou, a Copa do Brasil acabou (na eliminação para o Coritiba e aquipe foi goleada por 6 a 0, no Paraná) , a Sul-Americana nem chegou a começar e os créditos parecem ter acabado. No Brasileiro, o time chegou perto da disputa pela liderança, mas havia um consenso: o técnico tirava leite de pedra. O leite acabou. A melhor defesa da competição (que também havia se destacado no Paulistão) passou a cometer erros de desatenção, e o ataque dependia da inspiração de Marcos Assunção ou da sorte para marcar.

Na derrota contra o Inter, por 3 a 0, neste domingo, alguns poucos torcedores, pela primeira vez, pediram a demissão de Scolari. Como de costume, os muros do Palestra Itália apareceram pichados. A fórmula dos milagres de Felipão parecem ter chegado ao fim, o time sente falta de mais opções no meio e em outras posições carentes.
Felipão ‘prevê’ e torcida picha muros do Palestra

O respaldo da diretoria ainda é total. O mais incrível é que o time realmente tem se superado, feitos boas partidas. Mas esbarra na limitação dos jogadores. Nos treinos, Felipão faz o possível: treina exaustivamente finalizações e jogadas de bola aérea. Ainda assim o time erra… Se o Verdão não reencontrar rapidamente o caminho das vitórias, é difícil prever o que acabará primeiro: a paciência da torcida ou a do próprio Felipão.

Números no Palmeiras: 91 jogos – 42 vitórias – 28 empates – 21 derrotas – aproveitamento de 56,4% dos pontos
Principais títulos – um Brasileiro (Grêmio, 95), uma Libertadores (Palmeiras, 99) e uma Copa do Mundo (Brasil, 2002)

LUXEMBURGO

Análise do repórter Bruno Braga

O episódio do pum antes da derrota para o Bahia, há duas rodadas, evidenciou um certo desgaste na relação do técnico Vanderlei Luxemburgo com parte do elenco do Flamengo. Enquanto os resultados estavam acontecendo, o clima interno não parecia ser um problema. Alguns jodadores acham exagerada a atitude do treinador em algumas decisões. E essa relação conturbada começa a atrapalhar o time no Brasileiro.

O primeiro ato da queda livre aconteceu contra o Atlético-GO, quando o treinador mudou a estrutura do time, colocou três zagueiros e tomou de quatro, no Engenhão. O erro do treinador ao mudar a equipe, e promover a estreia de Alex Silva após três meses parado, foi o começo da derrocada do time na competição. Desde então, o time fez uma boa partida contra o Internacional, no jogo seguinte, e nada mais.

De uma hora para outra, o Flamengo que empolgava, invicto no Brasileiro e com uma derrota no ano passou a viver momentos de turbulência com a distância para os primeiros colocados. Os problemas internos (atraso no pagamento de luvas, premiação, insatisfação com o treinador), na verdade, se agravaram com as muitas lesões ocorridas em série. De uma hora para outra, Luxemburgo perdeu Alex Silva, Aírton, Luiz Antonio, Thiago Neves.
Sem contar com o time completo, o time sofreu e perdeu pontos importantes em casa para time considerado modestos como Atlético-GO, Bahia e Atlético-PR. O Flamengo acumula tropeços e não vence há oito rodadas. Um dos favoritos pelo título brasileiro, de uma hora para outra, começou a ter desempenho de time que briga por rebaixamento.

E com elenco cheio de estrelas, a torcida e algumas correntes políticas do clube começam a questionar o trabalho do Vanderlei Luxemburgo, uma vez que nem uma vaga na Libertadores é garantida. Uma demissão, no momento, é algo improvável. Tanto a presidente Patricia Amorim quando o diretor de futebol Luiz Augusto Veloso acreditam no trabalho de Vander e acham que esse momento ruim é passageiro.

Contudo, o trabalho de Vanderlei tem mais pontos positivos do que negativos. O ano passado tirou o time da zona de rebaixamento e, de quebra, conseguiu uma das vagas na Sul-Americana. Sob seu comando, o treinador conseguiu quebrar muitos tabus como se classificar para a fase internacional deste torneio, que pode dar uma das vagas à Libertadores. Conquistou o Carioca e passou boa parte da temporada invicto. E apesar dos resultados ruins, o Flamengo tem totais condições de conquistar uma das vagas na Libertadores, principal objetivo do clube, segundo a diretoria.

Números no Flamengo – 63 jogos – 30 vitórias – 24 empates – 9 derrotas – Aproveitamento de 60,3% dos pontos
Principais títulos – cinco Brasileiros (Palmeiras, 92 e 93, Corinthians, 98, Cruzeiro, 2003, e Santos, 2004

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online

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