Vigilância Sanitária inspeciona farmácias na Paraíba
A Vigilância Sanitária Estadual em parceria com a Gerência de Vigilância
Sanitária de João Pessoa e Conselho Regional de Farmácia (CRF) iniciou na
segunda-feira (22) as inspeções em farmácias para verificar o cumprimento da
Resolução de Boas Práticas Farmacêuticas (RDC 44/09).
No primeiro
estabelecimento visitado foram identificadas várias irregularidades.
Na farmácia Preço Baixo Ltda, localizada na avenida Argemiro de
Figueiredo, na Capital, foi descoberto um chamado “Plano de Vôo” que
estabelecia metas de vendas entre 20 e 30 mil reais por mês.
Além disso, o
estabelecimento funcionava sem autorização da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e sem licença sanitária da Gerência de Vigilância da
Capital.
“Identificamos que essa farmácia não segue um manual de Boas
Práticas Farmacêuticas desde as normas de higiene, avaliação de receitas até
o descarte de medicamentos”, disse o gerente da Vigilância Sanitária de João
Pessoa, Ivanildo Brasileiro.
Segundo informou a fiscal do CRF, Maria Coeli, o estabelecimento
não possui Certidão junto ao Conselho e por isso também foi autuado.
“Vamos investigar se os farmacêuticos são citados no ‘plano de vôo’
e caso estejam envolvidos serão chamados para prestarem esclarecimentos à
Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia”, explicou Coeli.
A farmácia Preço Baixo Ltda poderá ser multada pela vigilância
sanitária que varia de 300 até 50 mil reais, e pela Anvisa, que poderá
aplicar multa de até 1 milhão de reais. O estabelecimento autuado tem um
prazo de 30 dias para apresentar defesa e findo o prazo poderá ser
interditada.
Alerta – Para o diretor geral da Agevisa, José Alves Cândido, a
ação da Vigilância Sanitária tem por objetivo conscientizar os donos de
farmácias, farmacêuticos e usuários de medicamentos sobre os riscos da
automedicação.
“Os dados são alarmantes porque 30% dos casos de intoxicação são provocados
pelo uso indevido de medicamentos”, informou José Alves.
Intoxicação - segundo dados levantados pelo Centro de Assistência
Toxicológica da Paraíba (Ceatox) do Hospital Universitário Lauro Wanderley
da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2009 foram atendidas, na
Capital, 87 vítimas de intoxicação por remédio.
As principais vítimas são
crianças abaixo de dez anos.
Assessoria de Imprensa da Agevisa Focando a Notícia