Campanha de vacinação contra a gripe suína começa na 2ª feira
A campanha de vacinação contra a gripe suína
começa na próxima segunda-feira (8) e vai até 19
de março com um forte aparato de comunicação. Para
garantir o comparecimento das pessoas aos postos, o Ministério
da Saúde montou um esquema que envolve desde
distribuição de 100 mil cartazes e folders, uma campanha
publicitária, veiculada desde esta quinta-feira (04), e uma
novidade: avisos por e-mail.
Interessados em receber mensagem poderão fazer, a partir do dia
8 de março, um cadastro em sites comerciais onde a campanha
será veiculada. Na data indicada, eles receberão um
lembrete sobre a necessidade de vacinação. Outra
tática também avaliada é o envio de torpedos
informando o calendário de vacinação.
De acordo com o Ministério da Saúde, as
negociações com operadoras telefônicas ainda
não terminaram. Também não está definido
quem receberá os torpedos.
Esta é a maior campanha já realizada no País: 91
milhões de pessoas serão vacinadas - praticamente metade
da população do País. Somente com vacinas,
serão gastos R$ 1,3 bilhão. Até o início
desta noite, o ministério não havia informado quanto
seria gasto com toda a campanha publicitária.
"Praticamente todas as famílias brasileiras vão vacinar
um ou mais membros da família.
Por isso é importante que elas fiquem atentas à
veiculação das informações sobre o momento
certo de se vacinar", afirmou o ministro José Gomes
Temporão.
Com toda essa dimensão, há um fantasma que o governo
tenta a todo custo afastar: o risco de as pessoas não aderirem
à campanha, a exemplo do que ocorreu na Europa.
Países europeus viram-se às voltas com milhões de
doses encalhadas do imunizante
Ao contrário das previsões, a segunda onda da gripe
suína no Hemisfério Norte foi mais branda do que a
registrada no ano passado. Diante dessa constatação e da
suspeita de que especialistas tenham exagerado nas previsões, a
Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou,
há menos de dez dias, uma reunião para avaliar a
possibilidade de se declarar a transição da pandemia para
uma fase pós-pico - uma espécie de
transição para estágio mais leve da epidemia.
Uma das razões para essa mudança não ter ocorrido
foi justamente o receio de prejudicar as campanhas de
vacinação no Hemisfério Sul.
O Ministério da Saúde lembra que no Canadá,
Estados Unidos e México a adesão foi adequada. Conta com
o exemplo desses países a boa aceitação de
brasileiros às campanhas para que no Brasil a cobertura vacinal
atenda às expectativas.
"São realidades distintas. O fato de a segunda onda ter sido
mais branda na Europa não significa que ela o será no
Brasil. Além disso, o País tem experiência com
grandes campanhas. Tenho certeza que a população vai
comparecer", disse Temporão.
A campanha terá sete etapas distintas, cada uma voltada para um
grupo já previamente definido pelo ministério. Na
primeira fase serão vacinados profissionais de saúde e
indígenas.
Depois será a vez das gestantes, dos doentes crônicos,
crianças entre seis meses e menores de dois anos, idosos e
população entre 20 e 29 anos. Esse último grupo
foi incorporado na semana passada, justamente depois da queda da
demanda mundial pelo imunizante. Mulheres que engravidarem depois da
etapa prevista para seu grupo de vacinação (22 a 02 de
abril) poderão ser vacinadas nas demais etapas da campanha.