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Em reunião, 15 partidos pedirão a Ciro que se candidate em SP


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem encontro nesta quarta-feira (24) com líderes de 15 partidos políticos — entre eles PSB, PT, PDT, PCdoB, PTC, PRB, PSC e PTN —, para discutir a sua possível candidatura ao governo de São Paulo. A reunião ocorrerá no diretório do PSB em Brasília.


As legendas vão pressionar Ciro a desistir da corrida ao Planalto e se lançar candidato a governador. Ciro resiste a essa proposta e se diz disposto a permanecer na disputa presidencial. Ele avisou que qualquer definição sobre seu futuro político depende, ainda, de seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agendado para o dia 15 de março.


O encontro com os partidos políticos — que compõem a base de apoio ao governo federal — estava inicialmente marcado para 11 de fevereiro, mas o deputado pediu o adiamento para depois do Carnaval. Ciro queria mais tempo, pois não tinha descartado a candidatura totalmente.


“Ele é o único nome que une todos os partidos. Se sairmos juntos, temos mais de nove minutos de televisão — o que torna a candidatura muito competitiva”, afirma o presidente do PSB-SP, deputado Márcio França. “Os números são ingratos para ele, se sair sozinho para presidente”, agrega França, lembrando que o deputado teria apenas 43 segundos de tempo de televisão numa disputa à sucessão de Lula.


Edinho Silva, presidente do PT-SP, diz que na reunião de quarta-feira a legenda vai mostrar apoio ao deputado do PSB. “Queremos mostrar ao Ciro que, se ele se dispuser a concorrer ao governo de São Paulo, vamos oferecer as condições e a segurança política necessárias para isso. Queremos que o deputado tome a decisão que achar melhor”, afirmou.


Se Ciro concorrer à Presidência, o favorito para ser candidato do PT ao governo paulista é o senador Aloizio Mercadante, escolha preferencial de Lula. O partido tem ainda como pré-candidatos a ex-prefeita Marta Suplicy, o senador Eduardo Suplicy e o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. Pelo PSB, o candidato pode ser o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.


Mercadante se esquiva da possibilidade de uma candidatura ao governo e também defende o nome de Ciro. “Minha visão é que devo ir para o Senado, que sempre foi um cenário mais difícil para o governo Lula e que não contará com muitos nomes nas próximas eleições. Ciro possui experiência e será a melhor pessoa para nos ajudar em São Paulo”, garantiu Mercadante.


Segundo o senador, o candidato escolhido à corrida eleitoral no estado encontrará um cenário favorável, devido ao desgaste tucano junto à população após 16 anos no poder. “Há um ambiente de insatisfação entre as pessoas, e há possibilidade de mudança. Há indicadores de muita violência — e a educação tem tido desempenho de estados mais pobres que São Paulo. Estamos muito aquém do ideal.”


O PSDB comanda o Palácio dos Bandeirantes desde 1995, quando Mário Covas assumiu o cargo. Após a morte de Covas, seguiram-se os governos de Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (desde 2007). Para este ano, Alckmin é o nome mais cotado para ser o candidato tucano.



Da Redação, com agências





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Quarta-feira 24/02/2010

Política






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