Parentes de vice-presidente do TJ nomeados por Maranhão ressuscitam Nepotismo
Se depender da família a reeleição está garantida
O
governador José Maranhão chega ao seu último ano de gestão de forma
melancólica no que diz respeito a realizações de governo. Mas, em
contrapartida o governador está em alta junto à família, pelo menos
junto a família da esposa Fátima Bezerra Cavalcanti, que conseguiu
encaixar na administração do marido nada menos do que 17 parentes nos
mais diversos graus de consangüinidade numa verdadeira afronta a Lei do
Nepotismo.A Lista de Fátima como está sendo batizada a relação de
familiares da desembargadora dependurados em cargos comissionados do
Governo ganhou destaque no noticiário da mídia descompromissada com o
projeto de reeleição do governador José Maranhão.
Hoje,
programas de rádio fizeram a festa ao denominar a penca de parentes
premiados com cargos comissionados no Maranhão III. Radialistas faziam
contas para saber quanto a família Bezerra Cavalcanti custa aos cofres
públicos do Estado, despesas que oneram os impostos do contribuinte
paraibano.
O governador não teve pejo para demitir mais de cinco
mil servidores comissionados a maioria com mais de 20 anos de serviços
prestados assim que assumiu o comando do Governo da Paraíba. Como
também não teve pudor em nomear os parentes da esposa para as mais
diversas funções comissionadas na sua gestão.
A relação dos
parentes da vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, que
ganham dos cofres do Estado, reacende a discussão sobre nepotismo,
principalmente por ter sido Cássio Cunha Lima, quando governador, o
primeiro a assinar a Lei contra o Nepotismo, medida que lhe abriu
espaços generosos na mídia nacional pelo pioneirismo.
Da mesmo
forma que o governador e a esposa preferiram o silêncio para
não explicar as acusações de interferência no judiciário com o objetivo
de conquistar adesões políticas, receia-se que eles ajam da mesma forma
com relação a contratação de parentes no Governo do Estado.