Policiais civis fazem assembleias e admitem greve a partir de sexta-feira
Começam
nesta segunda-feira, 1º de março, as assembléias
regionais dos policiais civis e neste primeiro dia serão
realizadas as assembléias regionais de Patos, pela manhã
às 9h e a de Itaporanga, a partir das 14h. A pauta única
é deflagração de greve geral por tempo
indeterminado. Caso essa deliberação seja aprovada, a
categoria poderá cruzar os braços a partir já da
próxima sexta-feira.
Segundo o presidente da Aspol, Flávio Moreira, a
paralisação pode se estender em virtude do silêncio
e da instauração de procedimento administrativo contra os
que participaram da greve de 2009. “É lamentável,
mas temos de dizer que o governo do Estado não cumpriu o acordo
de enviar a reestruturação no início do ano
legislativo e hoje, quase um mês depois, ainda não temos
sequer o texto para apresentarmos a categoria, imagine o projeto na
assembléia! Além disso, foi instaurado processo
administrativo contra um companheiro que participou da greve, o que
fere mortalmente o acordo celebrado. Esperamos que o governador
José Maranhão chame o feito à ordem, faça
cumprir a palavra do Governo e determine que cessem as
perseguições ou não teremos outra
opção a não ser a paralisação por
tempo indeterminado”, desabafou.
Na manhã da sexta-feira, a Central de Polícia de
João Pessoa amanheceu vazia, com delegacias fechadas e os
policiais civis permaneceram de braços cruzados, o que se
repetiu no sábado. Não foi diferente nas Distritais,
ficando apenas a 9ª DD, a 10ª DD e a 5ª DD na Capital
para atender aos 30% previstos. Após as 48h de
paralisação, as atividades retornaram ao normal na
manhã deste domingo e já está programada
paralisação para a próxima sexta feira, que pode
estender-se por tempo indeterminado, dependendo do resultado das
assembléias.
Os policiais civis querem o cumprimento do acordo por parte do governo
do Estado, a revogação das portarias de
instauração de processos administrativos sobre a greve e
a liberação das promoções dos policiais
civis e em caso de paralisação por tempo indeterminado,
só devem voltar ao trabalho após atendidas tais
reivindicações.