Professores da rede estadual de ensino decidem permanecer em greve
Os professores da rede estadual de ensino decidiram manter o movimento
de greve geral em todo o Estado. A decisão foi tomada em
assembléia realizada na tarde desta sexta-feira (5) em
João Pessoa, na Paraíba.
A decisão foi tomada mesmo após o Governo do Estado,
através do secretário da Educação e
Cultura, Sales Gaudêncio, dar garantias de que irá pagar o
piso salarial retroativo a janeiro e fevereiro. A promessa foi feita na
noite da segunda-feira (1º), durante reunião realizada no
Palácio da Redenção, em João Pessoa.
De acordo com o coordenador geral do Sintep/PB, Antônio Arruda,
na reunião da segunda-feira também ficou decidido que
será cumprido por parte do Governo do Estado o repasse do
índice de reajuste do piso salarial tão logo o valor seja
definido pelo Governo Federal.
Durante a semana, Antonio Arruda informou que a luta da categoria
não é apenas por ganhos salariais, 'mas, sim, pelo
cumprimento de uma lei, pelos direitos de todos os trabalhadores e
trabalhadoras em educação, pelo Plano de Cargos, Carreira
e Remuneração para os servidores não docentes,
pela paridade para os aposentados e por condições dignas
de trabalho nas escolas!'.
O principal impasse para o fim da greve foi diante do que a categoria
considera ‘erro’ na publicação da Medida
Provisória por parte do Governo que deixou claro a
realização de alterações salariais
referentes a um ‘piso estadual’ e não de um
‘piso nacional’.
Os professores também já decidiram realizar uma nova
assembléia no próximo dia 16, para avaliar o movimento e
se o Governo cumpriu o que ficou acertado.
Cerca de quinhentos mil alunos da rede estadual de ensino na
Paraíba estão prejudicados pela greve dos professores,
servidores e trabalhadores em Educação e ficaram sem
aulas. A greve foi anunciada na sexta-feira (26), após uma
assembléia realizada pela categoria.