Mortes no trânsito superam homicídios em São Paulo
Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Fundação
Seade (Sistema Estadual de Análise de Estados), do governo do
Estado, revela que, em 20 anos, quase 150 mil pessoas morreram em
acidentes de trânsito em São Paulo. Segundo o
levantamento, desde 2007, as tragédias no trânsito
são a principal causa de morte não natural no Estado,
superando homicídios. O estudo abrangeu os anos de 1988 a 2008,
mas os dados de 2009 ainda não foram computados. De acordo com a
pesquisa, o índice de mortes registradas no trânsito no
Estado atingiu seu ápice em 1997, quando a média de
óbitos por dia chegou a 25.
Com a implantação do novo Código de Trânsito
Brasileiro, em 1998, o número de mortes em acidentes caiu --no
ano 2000, eram 16 mortes diárias. Porém, em 2007, o
índice voltou a subir até atingir a média de 20
mortes por dia em 2008 --índice considerado alto.
Ainda segundo o estudo, a taxa de mortalidade caiu expressivamente em
relação a acidentes como atropelamentos e outras
colisões (envolvendo carros, ônibus e caminhões).
Contudo, acidentes envolvendo motocicletas continuam a vitimar muitas
pessoas por ano, sendo que o índice passou 0,2 para 3,4
óbitos por 100 mil habitantes, entre 1996 e 2008.