Comerciante agride idosa à pauladas em Puxinanã, família registra B.O, mas polícia ignora crime

Publicado em quarta-feira, novembro 21, 2012 ·

A estudante Bárbara Ticiana Cândido Santos procurou a reportagem do Portal PB Agora para denunciar o comerciante Leonardo Borborema, 46 por agressão física a sua avó, Maria José Cândido, 78, residente em Puxinanã, na manhã da segunda (20) e também a Polícia que foi avisada do fato, mas não tomou as devidas providências. “Ele agrediu a minha avó, deu pauladas nela. Fizemos um BO, avisamos a polícia e até agora nada aconteceu. Ele continua em casa como se nada tivesse acontecido. Ele é temido na cidade e a polícia toma café, almoça e janta num bar de sua propriedade, talvez por isso mesmo nada aconteça a ele”, desabafou.

Ticiana contou que sua avó estava varrendo a calçada da sua casa e juntou algumas folhas de árvore no meio fio. Nesse instante, o comerciante teria saído para apanhar as folhas e sua avó chegou perto de Leonardo e disse que ele não precisaria recolher. Daí Leonardo se levantou e começou a xingar a idosa de “velha sebosa”, “velha safada”, entre outros, retirou o pau da vassoura e começou a espancá-la sem parar.

A primeira pancada foi na perna e a estudante afirmou que ela sofre de osteoporose e por pouco a idosa não caiu. Ela conseguiu pegar na mão do seu agressor que resolveu parar de batê-la e entrou para a sua residência como se nada tivesse acontecido. Ao chegar em casa, a estudante ficou revoltada e saiu em busca de uma viatura da Polícia e não encontrando veio até a Superintendência da Polícia Civil, em Campina Grande e registrou um Boletim de Ocorrência, mas até agora nada foi feito.

Segundo Bárbara, ela tomou todas as providências, além de prestar ocorrência, levou sua avó para fazer exame de corpo delito e garantiu que mesmo enfrentando dificuldades financeiras, vai colocar um advogado para punir o culpado pelas agressões à sua avó. “Isso não vai ficar assim. Estou revoltada, quem ele pensa que é para sair espancando as pessoas na rua? Ele está acostumado a fazer isso aqui e as pessoas tem medo de denunciá-lo, mas eu quero justiça”, disse a estudante.

Maria José Cândido está em casa debilitada com vários hematomas pelo corpo e em estado de depressão. A família teme por represálias e apela por segurança. “Eu espero que a justiça seja feita. Todo mundo aqui na cidade tem medo dele porque sabe que ele tem proteção policial, mas eu quero que a justiça seja feita. Minha avó está numa situação muito difícil e não temos condições financeiras para fazer tratamento com ela”, lamentou Bárbara Cândido.

Simone Duarte/PB Agora
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