Com apenas 7% de intenções de voto, Campos afirma que vai vencer eleição

Publicado em sexta-feira, março 21, 2014 ·

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

Embora tenha mantido os mesmos 7% da preferência do eleitorado na última pesquisa Ibope encomendada pelo Estadão, o governador e pré-candidato Eduardo Campos (PSB) garante estar “completamente tranquilo”. “Sei no que vai dar nossa luta, sei o que a gente vai enfrentar até o dia da eleição, mas também sei que nós vamos vencer as eleições”, afirmou sexta-feira, 21, em entrevista coletiva, em Petrolina, no sertão pernambucano, onde visitou obras de ampliação do sistema de abastecimento d´água do município.

Para Campos, o fundamental na pesquisa, no momento, não é perguntar o nome, porque quem é mais conhecido leva vantagem. “A pergunta que ninguém vai lá ver é se quer continuar ou se quer mudança”, avaliou, ao comparar com a eleição de 2010, quando o candidato tucano José Serra aparecia na dianteira, no período pré-campanha, com 40% das intenções de voto, semelhante à preferência, hoje, da presidente Dilma – que tem 43%.

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Naquela época, frisou ele, 77% queriam a continuidade do governo do presidente Lula. “Quem lesse a pesquisa por dentro perceberia que Serra não ia lograr êxito”, observou. “Coincidentemente, quatro anos depois, a esta altura, a pesquisa do Ibope diz que 67% da população quer mudança”.

“Essa é a pergunta, essa é a pegada, isso é o que vai dar nessa eleição, mudança”, afirmou ele. “O Brasil quer ter esperança de dias melhores, ver o otimismo vencer o desânimo que está se abatendo sobre o País, o Brasil quer preservar as conquistas produzidas no tempo dos ex-presidentes Lula, FHC e Itamar e quer ir além”.

O presidenciável voltou, então a criticar a presidente Dilma, cujo governo, segundo ele, não conseguiu melhorar o País e avaliou que as forças progressistas e de esquerda foram sendo deixadas de lado no seu governo, que passou a ter “o fisiologismo como centro”. Ele disse ter chegado a falar pessoalmente com a presidente Dilma sobre a necessidade de mais diálogo. “O pacto na rua que a sociedade quer não é esta aliança que está aqui, tem que arejar, renovar”, alertou. De acordo com seu relato, o distanciamento político com o governo federal foi se instalando, mas mesmo assim o PSB teria se mantido solidário no período das manifestações populares de junho do ano passado. “Quando se voltou a uma certa normalidade, o PSB entregou todos os cargos”.

Indagado sobre a polêmica em torno da compra da usina de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás, afirmou estar muito preocupado. “Uma empresa cinquentenária, uma das maiores petroleiras do mundo, a Petrobrás em três anos multiplicou a dívida por quatro, diminuiu o valor pela metade, vendeu um bocado de patrimônio e agora é questionada em operação como essa”, observou. “Isso não me deixa feliz nem um minuto”.

paraiba.com.br

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