Chuvas fazem crateras em açude no Sertão e população teme rompimento

Publicado em domingo, abril 13, 2014 ·

Reprodução/ Patosonline
Reprodução/ Patosonline

As chuvas que caem há cerca de dois meses no Sertão do estado e que são motivo de muita alegria têm também provocado preocupação nos moradores do município de Santa Terezinha, localizada na região metropolitana de Patos, a 320 quilômetros de João Pessoa.

É que enormes crateras foram formadas na parede do manancial e a população teme que elas possam causar o rompimento da açude, que tem capacidade para acumular 53 milhões de metros cúbicos de água.

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A preocupação é para que não se repita a tragédia que ocorreu na Paraíba em junho de 2004 que resultou  no rompimento da barragem de Camará, na região do Agreste, e que inundou parte dos municípios de Alagoa Grande, Mulungu, Alagoa Nova e Areia. Na tragédia, cinco pessoas morreram e cerca de 3 mil ficaram desabrigadas.

Temendo o pior, internautas postaram fotos nas redes sociais como forma de alerta e demonstrando preocupação principalmente com os moradores das áreas ribeirinhas. O açude Capoeira fica na bacia Hidrográfica do Rio Espinharas e após as últimas chuvas atingiu 17 milhões de metros cúbicos, ou seja, 32% da sua capacidade de armazenamento d’água.

 

Processo erosivo formou  buracos após as chuvasFoto: Processo erosivo formou buracos após as chuvas
Créditos: Reprodução/ Patosonline

 

Em reparos

A Agência Executiva de Gestão da Águas (Aesa) informou que o açude Capoeira está passando por reparos e a situação do manancial está sendo monitorada pelo Estado.

O presidente da Aesa, João Vicente, informou que um empresa já está fazendo o reparo dos buracos e que a erosão verificada “não atinge o núcleo do açude e por isso não há maiores danos e o perigo de rompimento está afastado”.

João Vicente informou que o manancial teve problemas de infiltração, mas após análises verificou-se que tratava-se da caixa de armazenamento da Cagepa e não da barragem em si.

O gerente de monitoramento dos mananciais da Aesa, Alexandre Magno, também garantiu que não há perigo de rompimento e que durante essa semana uma equipe da Aesa esteve analisando o problema e trabalhando no local.

Ele explicou que a parede do açude possui uma parte interna de concreto e outra superficial que é fofa e é justamente nessa área que ocorrem as erosões naturais provocadas por chuvas, formigueiros e até mesmo pela ação do homem.

“Nessa área superficial é comum acontecer erosão, mas  a barragem está recebendo a atenção devida”, tranquilizou.

O gerente de monitoramento garantiu que essas erosões serão reparadas e não há perigo de rompimento da barragem.

 

 

portalcorreio

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