Celulares com dois chips ajudam a fazer ligações mais baratas

Publicado em domingo, setembro 4, 2011 ·

80962_W220Q60I2SASRFHFVRLRRCLCTCRCBUma ligação de celular para um telefone da mesma operadora chega a ser 20 vezes mais barato no Brasil. Para aproveitar essa vantagem, as fabricantes de celulares lançaram neste ano uma série de modelos que comportam dois chips, o que duplica as possibilidades de a ligação sair mais barata. A economia também ajuda o bolso dos familiares e amigos da pessoa que tem um celular dual chip.

Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, uma ligação entre celulares de operadoras diferentes custa mais de R$ 1 por minuto. Já chamadas entre números da mesma operadora podem sair até de graça, dependendo das promoções.

Um simples chip pré-pago – que custa no máximo R$ 25 – extra é o suficiente para duplicar as chances de se obter essas vantagens. Mensagens por SMS (torpedo) não são mais baratos quando enviados para aparelhos da mesma operadora, mas as empresas costumam fazer pacotes de preços mis baratos.

Antigamente, os celulares dual chip eram exclusivos de marcas orientais pouco conhecidas no mercado. Segundo Tudo, as operadoras não tinham interesse em comercializar esse tipo de aparelho, que abre espaço para uma concorrente dividir o cliente.

Agora, marcas consagradas como LG, Nokia e Samsung já oferecem no varejo modelos desbloqueados que aceitam mais de um chip. Nenhum modelo, por enquanto, pode ser considerado smartphone – celular com aplicativos e com acesso à internet. Esses celulares mais avançados são geralmente vendidos pelas operadoras que oferecem descontos expressivos quando adquiridos junto de uma assinatura de algum serviço.

A indiana Micromax anunciou neste mês investimentos de R$ 20 milhões no Brasil. Os três aparelhos lançados pela empresa no país são dual chip.

Bruno Freitas, consultor da IDC, afirma que a vantagem do mercado ter empresas consagradas é que os aparelhos são comercializados dentro das normas da Anatel.

– Antigamente, esses modelos que eram importados de marcas pouco conhecidas não estavam dentro das normas brasileiras, o que poderia comprometer a saúde do usuário. A gente não sabia o nível de radioatividade desses aparelhos.


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