Cássio Cunha Lima descarta plano ‘B’ e volta a cogitar Agra na vaga de vice

Publicado em terça-feira, abril 8, 2014 ·

cassioO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) classificou, na noite desta segunda-feira (07), durante entrevista ao programa Conexão Master, da TV Master, como especulação a possibilidade do seu irmão, o vice-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima Filho, ter admitido não assumir a prefeitura para não se tornar inelegível para as eleições deste ano e ser uma espécie de plano B para o PSDB. Segundo Cássio, a informação repassada pelo próprio Ronaldinho foi distorcida até porque quem define quando o vice assume ou não é o prefeito. “Houve uma distorção na entrevista que ele concedeu, e partir daí se iniciou toda essa especulação”, disse.

O senador também admitiu a possibilidade de disputar o Governo com um candidato à vice de João Pessoa. Neste cenário, ele disse que o ex-prefeito da Capital, Luciano Agra (PEN), é um nome “fantástico”, mas ressaltou que a questão da composição da chapa deve ser tratada mais na frente, ouvindo todos os partidos aliados.

Cássio voltou a reafirmar nesta segunda-feira (7) que está elegível para a disputa das eleições deste ano. Mesmo sem querer entrar no mérito de sua cassação, Cássio questionou o entendimento adotado pela Justiça à época e disse não acreditar que artigos publicados no jornal A União tenham desequilibrado o pleito daquele ano. Ao comentar sobre sua elegibilidade, Cássio lembrou que lhe foi imputado uma pena de três anos de inelegibilidade, a partir da data das eleições e por isso já teria cumprido plenamente a punição imposta pela justiça eleitoral. “Mesmo que façamos a contagem dos oito anos, como alguns defendem, teremos esse período plenamente cumprido no dia 1º de outubro deste ano”, observou.

Indagado sobre a realização da consulta do PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para atestar sua elegibilidade, Cássio disse que o partido ainda não agiu nesse sentido e que isso não lhe preocupa. “A consulta ainda não foi feita, mas poderá ser acontecer sem problemas, eu não me preocupo com isso”, afirmou.

Rompimento com o PSB

Questionado sobre a ruptura da aliança com o PSB do governador Ricardo Coutinho, o senador disse que não há como assinar em baixo de todas as práticas do governo estadual. Ele fez questão de esclarecer que a aliança firmada com os socialistas não foi baseada na troca de cargos, tanto é que o seu partido ocupou apenas um cargo no 1º escalão do governo, com a indicação do nome de Gustavo Nogueira para a secretaria de Planejamento. “O PSDB contribuiu com um dos melhores secretários que o governo tem, mas eu não posso assinar em baixo do governo e o nosso partido vai democraticamente disputar as eleições deste ano”, comentou.

Ao comentar sobre os motivos que o levaram a romper politicamente com o governador Ricardo Coutinho, Cássio disse que a necessidade de explicar esse rompimento está atrelada a um conceito antigo de se fazer política. Ele disse que o PSDB vai exercer o direito legítimo que tem de poder concorrer com o seu candidato no pleito deste ano. “O ruim seria se já no 1º dia eu tivesse partido para o confronto, para o embate, como aconteceu no meu governo, quando eu não tive um só dia de sossego e tinha que matar dois leões a cada expediente”, ressaltou.

Cássio disse não concordar com a forma como o governo vem tratando os servidores, e chegou a denunciar a demissão de funcionárias grávidas, o que segundo ele, é uma prática ilegal. Cássio também lamentou o afastamento de servidores com mais de 25 anos e lembrou que enquanto governador não adotou esse expediente. Ele lembrou que chegou a ser criticado por manter em seu governo pessoas consideradas maranhistas. “Eu não posso concordar com o que está acontecendo, até por que os meus princípios são de respeito às pessoas, e disso não abro mão. No nosso governo permaneceram muitas pessoas que eram consideradas como maranhistas e eu sempre dizia para deixarem as pessoas trabalharem”, destacou.

Contas de Ricardo

O senador falou também sobre a apreciação das contas do governador Ricardo Coutinho pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e rechaçou a tentativa de taxar os deputados de golpistas. “Não há que se falar em uma Assembleia de golpistas, até porque os deputados foram eleitos democraticamente pela população. O que deve ser feito é um amplo debate das contas, com a garantia do contraditório e da ampla defesa”, disse.

Cássio ressaltou que a Constituição Federal atribui às Assembleias a última palavra quanto a aprovação ou não das contas dos gestores estaduais e por isso o estranho seria taxar de golpistas os deputados estaduais que foram eleitos pelo povo. “Isso não é bom para a democracia”, observou.

Alexandre Freire – MaisPB

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