Campanha pede que crianças doem dentes de leite em prol da ciência

Publicado em quinta-feira, agosto 21, 2014 ·

denteDentistas estão convocando as crianças a abandonarem o hábito de deixar seus dentes de leite para a “fada do dente”.

Em vez disso, sugerem que elas os doem para a ciência. A campanha para estimular a doação de dentes de leite será lançada no 17º Congresso Latino-americano de Odontopediatria, que começa nesta quinta-feira (21) em São Paulo.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os dentes doados são importantes para a formação dos alunos do curso de odontologia e também são imprescindíveis para pesquisas na área, segundo José Carlos Imparato, professor da Faculdade de Odontologia da USP e coordenador do Banco de Dentes Humanos da instituição.

No ensino, os dentes doados são usados para que os estudantes pratiquem e aprimorem determinadas técnicas antes de aplicá-las nos pacientes. Já na pesquisa, os dentes são usados para testar novos materiais odontológicos desenvolvidos por cientistas. “Você precisa muitas vezes de dentes humanos para servir como substrato, para que simulem as condições da cavidade bucal”, diz Imparato.

O dentista enfatiza que tanto o ensino quanto a pesquisa necessitam de uma quantidade muito grande de dentes. Uma única disciplina da graduação – por exemplo, a de endodontia, sobre tratamentos de canais – exige que cada aluno tenha nove dentes para o treinamento. “Se levarmos em conta que cada turma tem 50 alunos e que no Brasil há mais de 300 cursos de odontologia, temos uma ideia de como a demanda é grande.”

Comércio ilegal
O Banco de Dentes Humanos da USP foi criado em 1992 seguindo a legislação que rege os bancos de órgãos. Segundo Imparato, foi o primeiro banco do tipo no Brasil. Desde então, outras instituições têm criado bancos semelhantes para abastecer seus cursos e pesquisas.

Antes disso, segundo Imparato, era comum que os professores exigissem dos alunos uma determinada quantidade de dentes para cada disciplina e os estudantes acabavam recorrendo ao comércio ilegal. “Os alunos tinham que comprar muitas vezes em cemitérios ou em clínicas e ficavam expostos a situações de comércio ilegal de órgãos. Isso, infelizmente, ainda existe e configura infração penal”, diz Imparato

180 Graus

Comentários

Tags : , , , ,

REDES SOCIAIS














INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627