Caixa Econômica dobra despesas para cobrir calote de empréstimos

Publicado em sexta-feira, junho 5, 2015 ·

banco-caixa-economica-federal_1Maior financiadora da habitação no país, a Caixa Econômica Federal teve uma rápida piora nos índices de inadimplência no início deste ano, o que levou o banco a duplicar as chamadas provisões para cobrir calotes. Diante da retração na economia, os atrasos acima de 90 dias saltaram de 2,63% para 2,86% do primeiro trimestre de 2014 para o mesmo período deste ano.

Na comparação com os últimos três meses do ano passado, o salto é ainda maior. Naquele período, a inadimplência estava em 2,56%. Segundo Marcio Percival, vice-presidente financeiro do banco, a expectativa é que a inadimplência oscile entre 2,5% e 3% ao longo deste ano.

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Para fazer frente à inadimplência crescente, o banco elevou as despesas para cobrir eventuais perdas nos empréstimos de R$ 2,5 bilhões para R$ 5 bilhões. Isso também ocorreu com o Banco do Brasil e os bancos privados, porém, em menor escala. Essas despesas também impediram o banco de apurar um lucro maior no período, o primeiro sob o comando da presidente Miriam Belchior. No primeiro trimestre, a Caixa teve ganho líquido de R$ 1,548 bilhão, 2,5% mais que em igual período de 2014.

O balanço do banco foi divulgado na quarta, após quase três semanas de atraso, devido a ajustes contábeis pedidos pelos auditores e pelo BC, conforme mostrou reportagem da Folha em 29 de maio. Oficialmente, o banco nega que os ajustes pedidos tenham sido além dos habituais nos balanços.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO
Na habitação, principal negócio da Caixa, a inadimplência se manteve mais estável -oscilou de 1,93% para 1,97% do primeiro trimestre de 2014 para o primeiro trimestre deste ano. O empréstimo imobiliário tem atrasos historicamente baixos.
Por outro lado, os atrasos dispararam no crédito para empresas -passou de 2,7% para 4,26%, nessa comparação- e para o consumidor nas linhas fora da habitação -de 5,48% para 5,81%.

O banco prevê uma desaceleração forte nos empréstimos, que devem crescer menos de 14% neste ano. No ano passado, a expansão fora de 22,4% e, em 2013, de 36,8%.

 

DA FOLLHAPRESS

 

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