Briga no PT por candidatura envolve importantes assessores de Veneziano

Publicado em segunda-feira, Fevereiro 20, 2012 ·

pt internoAs fortes declarações dadas ao Jornal da Paraíba pelo coordenador do Fome Zero em Campina Grande, o petista Éder Rotandano, segundo as quais o partido não tem musculatura para lançar candidato a prefeito na cidade, motivaram grosseiras reações por parte de alguns dirigentes da legenda, o que pode desencadear uma crise na própria prefeitura já que envolve membros da administração, com inegável interferência nos seus desempenhos funcionais.

Éder minimiza a importância do PT afirmando que o partido não tem “musculatura” para lançar candidato a prefeito, e diz que o desejo do PT em lançar candidato não passa de uma aventura.

“Se o PT concorrendo à reeleição teve uma votação pequena, imagine este ano? Seria uma aventura” desqualificou. Na opinião dele, seria uma incoerência política o partido apresentar candidatura própria depois de participar das duas gestões do prefeito Veneziano. “Por questão de coerência, defendo uma aliança preferencial com o PMDB no primeiro turno das eleições deste ano em Campina Grande”, sinalizou.

O primeiro a se manifestar foi Perón Japiassú, presidente da URBEMA, para quem Éder teria potencial zero nas decisões futuras do partido, já que o mesmo não é dirigente e sequer participa das discussões internas. “É só a opinião de um filiado que nem ao menos participa das reuniões, e quem decide se o partido vai ter ou não candidato será a militância comprometida com a construção do PT. 2012 é a vez de o partido deixar de ser coadjuvante, já que agora é a vez do PT”, disse ele.

Para Basilio Carneiro, coordenador de Desenvolvimento Econômico da PMCG e membro do Diretório Estadual do PT, Éder está “desautorizando” a falar em nome da legenda. “Esse cidadão está desautorizado a usar o nome do PT em qualquer veículo de comunicação. Da próxima vez diga apenas que é um filiado.”

Partindo para o lado pessoal, Basílio exagerou na dose. Ele tem todo o direito de defender o emprego dele e da esposa, mas sem usar o PT. Em 2012 vamos construir o melhor para o PT e para Paraíba. Temos que pensar em uma agenda sem interferência, sem dono, mantendo nossa independência”, desabafou.

Já Socorro Ramalho, que também é da direção estadual do PT e na Prefeitura exerce o cargo de Secretária adjunta da Educação, afirmou que Éder não tem votos no partido nem para ser eleito dirigente, portanto sem autoridade alguma para falar em nome do partido. “Eder não teve votos nem para ser eleito dirigente, não tem autoridade para falar em nome do PT; em nome do PT falam os dirigentes, e a vontade da maioria é que tenhamos candidato próprio, portanto…”

Rosário Cardoso, que integra a executiva do partido, diz que sua tendência foi uma das primeiras a defender candidatura própria e que essa tese é comum às outras tendências, e que o filiado Éder Rotondano ataca o partido apenas em beneficio próprio. “Esse rapaz apenas usa o partido em beneficio próprio, só aparece no partido em época de eleição, nos momentos oportunos esquiva-se de participar do debate interno”, alfinetou.

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