Botafogo empata com São Paulo e não entra no G-4; Ceni supera Pelé

Publicado em domingo, novembro 24, 2013 ·

botafogoO Botafogo tinha muito mais a ganhar e a perder do que o São Paulo. Talvez por isso tenha se contentado tanto com o empate. Ainda na luta pela vaga na Libertadores, a equipe voltaria ao G-4 com uma vitória, mas, depois do 1 a 1 no Morumbi, segue na quinta colocação, atrás do Goiás. Para os tricolores, livres do rebaixamento e preocupados com a péssima situação na semifinal da Copa Sul-Americana, o jogo valeu para reverenciar o ídolo Rogério Ceni.

Pela milésima centésima décima sétima vez, ele defendeu o gol do São Paulo. Pela primeira vez usou a camisa 10, enquanto os companheiros entraram em campo com a sua 01. Homenagem que fica até singela diante de seu tamanho na história. O mito superou Pelé, que entrou em campo 1.116 vezes pelo Santos, e passou a ser o jogador com maior número de partidas pelo mesmo time no futebol mundial.

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Se Rogério decidir se aposentar ao fim deste ano, pode ter sido também seu último jogo oficial no Morumbi. Punido pelo STJD, o Tricolor terá de enfrentar o Coritiba, na última rodada, fora de seu estádio. Há também o risco alto de eliminação no torneio internacional. A equipe precisa vencer a Ponte Preta por três gols de diferença na quarta-feira, em Mogi Mirim.

– Agradeço a todas as homenagens. Foi uma pena não termos saído com a vitória. Mais pena ainda foi ter perdido para a Ponte Preta. Agora estamos concentrados no único objetivo que nos resta no ano, que é conquistar o título da Copa Sul-Americana. Vai ser difícil, complicado,  o placar do primeiro jogo foi ingrato.

Do lado botafoguense, o camisa 10 também se destacou. O craque Seedorf não brilhou, mas, com simplicidade, fez o time jogar. O meio-campo não teve força de combate e dependeu muito dos bons chutes do lateral Edilson. A equipe só melhorou no fim, com as entradas de Lodeiro e Bruno Mendes.

Os gols foram marcados por Aloísio e Elias, que imitou Cristiano Ronaldo e disse “eu estou aqui” na comemoração.

– Foi uma semana muito difícil para mim, mas o médico me ajudou, e eu pude entrar e colaborar com a equipe. Já havia prometido que se fizesse o gol comemoraria assim, mas o importante mesmo foi ajudar o Botafogo – disse Elias.

A partida, que começou com jogadores ajoelhados em protesto do Bom Senso F.C., teve uma jogada magistral de Ganso, que deu drible por entre as pernas de Julio Cesar, encobriu Jefferson e parou na trave.

Coincidências da tabela, São Paulo e Botafogo terão os mesmos adversários nas duas últimas rodadas. Os cariocas enfrentam o Coritiba no próximo fim de semana – e, novamente, precisam ganhar para entrar no G-4 – e o Criciúma na sequência. Em ordem inversa, é claro, são os mesmos rivais dos paulistas. Ambos ainda lutam contra o rebaixamento.

Boi Bandido x ‘CristElias’ Ronaldo

Duas bolas paradas, dois gols, duas comemorações. Aloísio marcou em um movimento de “semi-voadora”. Em posição duvidosa, após cobrança de falta de Douglas e desvio de Rodrigo Caio, abriu o placar no início do jogo. E castigou a bandeirinha de escanteio com sua celebração habitual.

Elias empatou após cruzamento de Seedorf e desvio de Rafael Marques. E com uma cara marrenta que combina muito mais com Cristiano Ronaldo do que com ele, disse: “Eu tô aqui!”. Imitação da comemoração de um dos gols do português em sua monumental atuação diante da Suécia, na semana passada.

Foram os lances marcantes do molhado primeiro tempo no Morumbi. A chuva castigou torcedores e jogadores. O São Paulo foi mais time. Ganso teve liberdade contra os volantes botafoguenses, mas o ataque com Aloísio e Ademilson usufruiu pouco de seu futebol.

Apesar disso, o Alvinegro foi mais perigoso. Dois chutes de Edilson e um de Hyuri pararam no camisa 10 Rogério Ceni, que espalmou todas. A primeira, uma grande defesa. Seedorf não teve o mesmo espaço do outro camisa 10, já que Denilson o acompanhou de perto. Tão de perto, que o craque até pediu pênalti. Não foi atendido.

Ao fim do primeiro tempo, os são-paulinos avisaram o time: “É quarta-feira!”. A Ponte Preta está entalada na garganta.

A quase obra-prima de Ganso

Sabe-se lá quantos milímetros impediram que Paulo Henrique Ganso concluísse uma obra-prima no Morumbi. Ele invadiu a área e parecia sem solução quando colocou a bola entre as pernas de Júlio César e cavou, quase sem ângulo, por cima de Jefferson. A bola tocou a trave esquerda e rolou sobre a linha. O quase-gol mais bonito do Brasileirão.

O quase-gol, por sinal, deu o tom ao segundo tempo são-paulino. Além do mágico lance de Ganso, Ademilson e Antônio Carlos acertaram o travessão. O atacante ainda perderia outro ao chutar em cima de Jefferson após belo passe de primeira de Douglas, jogador cuja importância a torcida insiste em não reconhecer.

Com o meio escancarado, Oswaldo de Oliveira trocou Renato por Marcelo Mattos. Estava fácil demais transitar pela (não) marcação alvinegra. Lodeiro e Bruno Mendes também entraram. Com sangue novo, o Botafogo aumentou sua movimentação em campo e diminuiu o amplo domínio são-paulino.

Com mais equilíbrio, Muricy Ramalho respondeu com Luis Fabiano, que novamente começou no banco de reservas, e Osvaldo. As substituições do Alvinegro foram muito mais eficazes. O time ainda esboçou uma pressão no fim, mas Seedorf perdeu duas boas chances. Alívio para Ceni em mais um recorde.

 

 

Globoesporte.com

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