Bancários farão manifestações em todas as capitais na próxima sexta-feira

Publicado em quinta-feira, outubro 13, 2011 ·

greve bancosO Comando Nacional dos Bancários decidiu ontem (11) promover, na próxima sexta-feira (14), manifestações contra a lucratividade dos bancos em todas as capitais do país. Os protestos fazem parte das atividades da greve dos bancários, que completou 15 dias nesta terça-feira (11).

Em reunião, na capital paulista, o Comando Nacional dos Bancários também avaliou a paralisação dos trabalhadores. Segundo o presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, o movimento está forte e será ampliado.

– Ante o silêncio dos bancos, decidimos que temos que ampliar a greve. Vamos tentar paralisar setores que ainda não foram afetados e também parar agências que ainda continuam funcionando.

No balanço da greve feito ontem pela Contraf, 9.090 agências bancárias aderiram à greve. Isso, de acordo com presidente da Contraf, representa 45% do total de agências do país.

Cordeiro disse, ainda, que o comando nacional vai enviar uma carta à presidente Dilma Rousseff solicitando uma audiência. No encontro, os bancários pretendem discutir com a presidente a importância do aumento salarial da categoria para melhorar a distribuição dos ganhos obtidos pelas instituições financeiras que atuam no país.

O comando vai enviar uma carta também ao presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal. Na carta, os bancários pedirão que Portugal participe das mesas de negociações entre os trabalhadores e os bancos.

Maior dos últimos 20 anos

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Só na região metropolitana de São Paulo, a greve paralisa 812 locais de trabalho, sendo 16 prédios administrativos de banco, abrangendo 25 mil trabalhadores, de acordo com dados do Sindicato dos Bancários de SP, Osasco e Região.

Apesar disso, a reportagem do R7 encontrou várias agências de bancos privados funcionando normalmente e sem fazer qualquer menção à greve. Todas elas, inclusive as dos bancos públicos que aderiram à parada, mantêm caixas eletrônicos funcionando e atendimento telefônico.

A compensação bancária ocorre normalmente e, em alguns casos, dá até para os clientes entrarem nas agências para pagar contas e sacar dinheiro na boca do caixa.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitar a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Reivindicações

A categoria reivindica reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas consideradas abusivas, mais segurança nas agências, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

Na última sexta-feira (7), a Fenaban disse, por meio de nota, que “fez duas propostas completas visando a acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto, não há razão para que a federação apresente nova contraproposta como querem os sindicalistas. O que se espera, agora, é que sejam discutidos os ajustes que levem ao acordo”.

Como pagar as contas?

Há algumas alternativas para pagar as contas durante a paralisação dos bancários, como internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados.

O caixa eletrônico permite a maior parte das operações que seriam feitas na “boca do caixa” dentro das agências. Segundo a Febraban, há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país. É possível encontrar os endereços das agências mais próximas no site da federação. (www.febraban.org.br/buscabanco).

Quem tem dívidas a pagar e não possui cartão para uso em caixa eletrônico pode encontrar ajuda em lotéricas, lojas e supermercados podem ajudar, já que são correspondentes bancários e aceitam a quitação de diversas contas. A Febraban diz que 165 mil correspondentes estão aptos a atuar como bancos, inclusive permitindo saques de pequenas quantias.

No caso das contas de tarifas públicas como água, telefone, e energia, a orientação é para que o cliente procure as empresas que fornecem esses serviços para negociar uma saída. Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta-corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento.

Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra virá na fatura do mês seguinte.

Do R7, com Agência Brasil.

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