Atentado a bomba em casamento deixa mortos e feridos na Turquia

Publicado em sábado, agosto 20, 2016 ·

Reuters
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Ao menos 22 pessoas morreram e 94 ficaram feridas em um atentado a bomba durante um casamento na noite deste sábado (20) em Gaziantep, no sudeste da Turquia, anunciou o governador da região, Ali Yerlikaya, na emissora CNN Turk.

Segundo Ali Yerlikaya, foi um “atentado terrorista” cometido por um suicida. A cidade é próxima à fronteira com a Síria.

Também em entrevista à CNN Turk, o deputado Mehmet Erdogan, membro do partido governamental AKP e sobrinho do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, confirmou a versão de um ataque com bomba.

O responsável pela explosão ainda não foi identificado, mas Mehmet Erdogan disse que é muito provável que tenha se tratado de um ataque suicida.

O deputado acrescentou que esse tipo de ataque costuma ser cometido pelo grupo Estado Islâmico (EI), ou pelos rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Segundo a agência de notícias Dogan, a explosão, que aconteceu às 16h40 (no horário de Brasília), teve como alvo uma cerimônia de casamento ao ar livre.

“O objetivo do terror é atemorizar a população, mas não vamos permitir isso”, garantiu o vice-primeiro-ministro turco, Mehmet Simsek.

“Atacar um casamento é algo bárbaro”, declarou ele à televisão turca.

Localizada no norte da fronteira com a Síria, Gaziantep se tornou um importante centro de acolhida de sírios que fogem da guerra civil em seu país.

Depois de ter acolhido refugiados e ativistas da oposição, teme-se também a presença de extremistas.

Esta semana, o sudeste da Turquia foi alvo de três atentados que deixaram 14 mortos. O governo responsabilizou a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK curdo.

O ataque ocorre no mesmo dia em que primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, declarou que a Turquia quer ser “mais ativa” na crise síria nos próximos meses.

“O derramamento de sangue deve acabar. Bebês, crianças, pessoas inocentes não devem morrer. Esta é a razão pela qual a Turquia será mais ativa na tentativa de impedir que [esta situação] piore nos próximos seis meses”. (Com agências internacionais)

Uol

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