Ataques a agências bancárias na PB aterrorizam 1,3 mi de pessoas

Publicado em domingo, julho 10, 2011 ·


policialO movimento na rua José Rodrigues de Coura, uma das principais de São Sebastião de Lagoa de Roça, no Brejo paraibano, e que serve de porta de entrada para o município, aparentemente não ‘denuncia’ o clima de intranquilidade vivido pelos moradores da cidade, localizada no Brejo paraibano e que possui pouco mais de 11 mil habitantes.

Por duas vezes, somente este ano, a avenida presenciou a ação de bandidos e o terror ‘implantado’ por eles durante e após ataques a agências bancárias. Somente este ano, uma população de aproximadamente 1,3 milhão de paraibanos foi aterrorizada por ataques cometidos por bandidos em agências bancárias.

A população atingida por esse tipo de crime representa mais de 35% dos habitantes da Paraíba, que possui 3,7 milhões de pessoas. O montante corresponde ao somatório dos moradores das cidades onde aconteceram explosões, assaltos, arrombamentos e tentativas desses delitos em instituições bancárias do Estado, com base nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um levantamento feito pelo Jornal da Paraíba através de informações registradas pelas polícias Civil e Militar do Estado, revela que os municípios paraibanos já sofreram este ano 53 ataques de criminosos, contra agências e postos avançados de atendimento bancário. Das ações, 28 foram praticadas com a utilização de dinamites com êxito, quatro assaltos, 13 arrombamentos e oito tentativas frustradas da prática desses delitos.

Durante os 12 meses de 2010, foram mais de 65 ataques e 26 explosões bancárias, provocando um prejuízo superior a R$ 6 milhões. Este ano, as polícias afirmam não dispor de números que quantifiquem os danos provocados pelos criminosos. Em alguns casos, segundo a polícia, os grupos sequer chegam a levar dinheiro dos estabelecimentos, mas o trauma provocado pelas ações deixa marcas nos moradores. Mãe de três filhos, a funcionária pública Eliane Agostinho, 49 anos, mora em São Sebastião de Lagoa de Roça, mas conta que “nunca tivemos tanto medo da violência. Os bandidos parecem estar cada vez mais perigosos”, comentou.

Já o comerciante Marcone Ferreira Cabral, de 38 anos, passa por uma situação ‘delicada’. Ele é proprietário de imóvel localizado na rua José Rodrigues de Coura, onde está instalado o posto de atendimento de um banco privado. O mesmo posto, que antes funcionava no mesmo endereço, mas em outro prédio, já foi explodido duas vezes este ano. “Rapaz, a estrutura de meu prédio é boa, mas o que a gente teme é porque quando eles chegam colocam as dinamites e explodem tudo, não sobra nada. E eu temo pelos prejuízos. Da última vez que explodiram, o banco pagou tudo, mas a gente fica com receio”, comentou o comerciante, que possui também um bar ao lado da agência.

A última explosão em Lagoa de Roça aconteceu no dia 2 de junho. A primeira ação, porém, foi registrada no dia 3 de fevereiro. Apenas no fim do mês passado, durante uma operação que terminou com quatro homens mortos e três detidos, a polícia acredita ter elucidado pelo menos um dos casos.

Na oportunidade, o delegado geral da Polícia Civil, Severiano Pedro, disse que a polícia está fazendo um acompanhamento dos grupos. “Muitos migraram de outros crimes na ânsia de conseguir dinheiro fácil com explosões, mas esse tipo de delito também não está se mostrando lucrativo porque temos conseguido prender várias quadrilhas e por diversas vezes essas pessoas não conseguem sequer roubar o dinheiro dos estabelecimentos”, lembrou.

João Paulo Medeiros
Do Jornal da Paraíba

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