Assessor de craques fala sobre desafio da construção de imagem de atletas na imprensa

Publicado em segunda-feira, junho 3, 2013 ·

Crédito:Divulgação/Corinthians
Crédito:Divulgação/Corinthians

Na edição de junho, IMPRENSA traz matéria sobre as assessorias especializadas em futebol [“No meio de campo”, p. 38], contando os desafios e o cardápio de serviços oferecidos pelas empresas do setor.

Fundada em 2010 pelo jornalista Marcel Moreira, a paulista Futpress assessora hoje cerca de 60 atletas. A empresa nasceu de uma primeira experiência do jornalista com o meia William Fernando, ex-Palmeiras, entre 2006 e 2010.

 

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No bate-papo abaixo, Moreira fala sobre a rotina de uma assessoria esportiva em meio à profissionalização crescente do esporte.

 

Com quantos e quais jogadores a Futpress trabalha?

Assessoramos mais de 60 atletas. Desde jogadores de seleção brasileira, como o ex-lateral Roberto Carlos, até garotos da base. Nosso trabalho é direcionado para a necessidade de cada atleta. Tem o Ricardo Oliveira (Al-Jazira), Paulo André (Corinthians), Romarinho (Corinthians), Cicinho (Sport Recife), Fernandinho (Al Jazira). Tem jogadores estrangeiros e técnicos também.

 

Qual é a peculiaridade do trabalho com jovens da base?

Muitas vezes, são os pais que nos procuram. Às vezes, são empresários. É um trabalho que exige

Crédito:Divulgação
Roberto Carlos

muito cuidado. Qualquer informação pode prejudicar a carreira futura desse atleta. A transição dos juniores para o profissional é uma fase muito importante. De uma forma simples, a gente tenta mostrar as qualidades do atleta.

Até o início dos anos 90, não havia assessoria fora dos clubes. Como você vê o surgimento dessa necessidade?

Com a chegada da internet, das mídias sociais, a necessidade da imprensa como mediadora é muito grande. Além disso, o acesso ao atleta é meio restrito hoje. Então, nosso papel é fazer esse meio de campo.

 

Quais são os principais desafios da área?

Digo sempre que emplacar a participação do atleta em um programa ou colocá-lo em uma matéria grande é apenas um passo para o objetivo final, que é, na verdade, construir a imagem positiva do jogador na imprensa.

 

Como administrar fases complicadas da carreira do atleta?

Falamos a verdade, mas os lados negativos são transmitidos de forma transparente, para que a imprensa compreenda a situação do jogador. Às vezes, o trabalho até extrapola o jornalismo, a gente vira, às vezes, um psicólogo do atleta. Até pela formação de muitos atletas. O futebol é muito dinâmico. O jogador pode fazer um gol hoje,  amanhã ser expulso. É muito complicado.

 

Qual é a hora de a assessoria “atacar” e qual é a hora de “recuar”?

Um jogador que está jogando, fazendo gol, já possui uma exposição natural de mídia. Então, fazemos só o direcionamento das demandas. O jogador que está em dificuldades, sejam contratuais ou de ambiente, precisa mais de uma assessoria de imprensa para se mostrar. Dentro disso, cada atleta tem uma necessidade. Tem hora que ele tem que aparecer, tem hora que temos que blindar o jogador.

 

Como funciona o diálogo dos assessores com os clubes?

Cada clube tem uma norma relacionada à imprensa e a gente cumpre absolutamente tudo. Antes de levar um atleta a um programa, por exemplo, pedimos autorização a um clube. Nosso contato é constante e saudável.

 

Essas normas chegam a definir a frequência e grau de exposição do jogador?

Às vezes, sim. Fazemos assessoria de um jogador do Benfica. Em Portugal, eles são muito rigorosos em relação a falar com imprensa. Isso acaba dificultando bastante nosso trabalho. O jogador fica ansioso para aparecer também. No Brasil, de forma geral, a gente não tem essa necessidade. A exposição é mais facilitada.

 

 

Guilherme Sardas

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