As mudanças climáticas e as leis que leiloaram o país ao capital estrangeiro

Publicado em terça-feira, Fevereiro 18, 2014 ·

secaO mundo vem sofrendo com as mudanças climáticas dos últimos anos. Eventos como tempestades, ondas de calor, inundações etc., vem tornando a vida das pessoas cada vez mais difíceis em alguns lugares do mundo.

De acordo com a 9ª edição doGlobal Climate Risk Index(Índice de Risco Climático Global, em tradução livre para o português), um dos países mais afetados é Honduras.

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Para tentar aliviar a situação do país, o governo vem tomando algumas medidas, contudo há denúncias de que algumas leis desenvolvidas para isso estão apenas entregando os recursos naturais do país ao capital estrangeiro.

Segundo um informe emitido pela Organização Fraternal Negra Hondurenha (OFRANEH, na sigla em espanhol), nos últimos quatro anos de mandato dos “nacionalistas” o Congresso Nacional procedeu a entrega das bacias hidrográficas para a produção de uma suposta energia limpa, e isso sem ao menos consultar os povos indígenas da área, que há gerações cuidam e dependem dos rios.

Para piorar a situação uma nova lei criada, “Lei das mudanças climáticas”, que supostamente deveriam ajudar no combate às mazelas causadas pelas mudanças do clima, “focam apenas na visão de mercado”, informou o documento.

A lei

Segundo a OFRANEH, o artigo 33 da Lei de mudanças climáticas impulsiona a utilização de óleo vegetal direto, que está comissionado ao Instituto de Conservação Florestal (ICF, na sigla em espanhol) e ao Conselho de Áreas Protegidas (CONAP). O grande problema dessa medida é que o aumento das plantações das palmeiras africanas, de onde se extrai o óleo vegetal, apenas contribui para o aumento dos latifúndios, acompanhado de todas as graves mazelas sociais, afetando principalmente a região de Bajo Aguan.

De acordo com o documento da Organização, hoje, para cada quatro hectares de palmeiras só existe 1 do pantanal hondurenho, e o aumento da produção do óleo vegetal põe em risco o que resta da vegetação natural. Além disso, o investimento nos agrocombustíveis realizado pelos países industrializados dá lugar a uma enorme pressão territorial nos países tropicais, como no caso de Honduras. Estão destruindo as matas naturais para dar lugar às plantações do agrocombustível, o que agrava a situação climática.

Em Honduras, a luta contra as mudanças climáticas e as mazelas sociais causadas pelos eventos está parada por conta da pouca importância dada pelo governo. Para os funcionários responsáveis em resolver essa problemática, tudo não passa de uma questão de mercado.

 

 

Adital

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