Armas de fogo ilegais abastecem crime na PB

Publicado em segunda-feira, setembro 30, 2013 ·

armasPor meio de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) prenderam um vereador suspeito de vender armas a traficantes no município de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. A prisão do parlamentar aconteceu no último dia 14 de agosto deste ano e é um dos casos que reforçam as investigações das Polícias Civil e Federal sobre a origem das armas que circulam na Paraíba para fins ilícitos. Para a polícia, as armas entram na Paraíba por meio de contrabando entre estados vizinhos e o Paraguai.

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Apreensões e abordagens são realizadas constantemente pelos órgãos de segurança para coibir o uso de armas de fogo por pessoas que não têm a posse e porte dos objetos. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Seds), no primeiro semestre deste ano foram 1.339 armas apreendidas. Ainda assim, o número de assassinatos registrados no Estado não para de crescer.

Os números do Mapa da Violência deste ano mostram que os homicídios na Paraíba mais que triplicaram em uma década, considerando o período de 2001 a 2011. A pesquisa coloca o Estado em segundo lugar no crescimento de assassinatos, que passou de 490 casos para 1.619, somente no último ano da pesquisa, e o terceiro com a maior taxa (230,4) de crimes dessa natureza.

Este ano, a violência não deu trégua, e do mês de janeiro até julho deste ano foram registrados 912 homicídios, sendo 740 mortes por arma de fogo, segundo dados da Seds. No mesmo período do ano passado foram 718 óbitos pelo uso de arma de fogo.

As investigações policiais e apreensões apontam que as armas são utilizadas em assaltos, roubos e homicídios. Os revólveres, pistolas e espingardas são os tipos de armas mais apreendidos pela polícia. Segundo o delegado da Polícia Federal na Paraíba, Fábio Maia, essas armas são permitidas para uso civil e que as pessoas podem manter em casa. “Tanto a pistola 380 quanto o revólver calibre 38 são armas que as pessoas podem ter a posse e também mais usadas por empresas de segurança. Quando fazemos apreensões, essas são as armas mais comuns e, na maioria das vezes, foram roubadas de residências ou de seguranças, em assaltos a banco, por exemplo”, explicou.

Sobre a origem dessas armas no Estado, o delegado geral adjunto Isaías Gualberto, relatou que ainda há casos de pessoas que alugam ou vendem armas. Segundo o delegado, os criminosos conseguem as armas de maneira ilícita, até mesmo em outros estados, e negociam com os bandidos. “Há pessoas que têm essas armas e alugam para os traficantes. Nas próprias quadrilhas têm pessoas que são responsáveis para conseguir as armas, que são usadas pelos integrantes. Eles conseguem fuzis, metralhadoras. Em alguns estados têm quadrilhas especializadas nisso”, disse.
Ainda de acordo com Isaías Gualberto, na Paraíba não existem fábricas legais de armas de fogo e munições. Por isso, a suspeita de que a maioria das armas que circulam no Estado são oriundas do tráfico de armas e contrabando.

 

 

jornaldaparaiba

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