Arena Corinthians: atrasada, interditada e sem segurança, mas confirmada na Copa

Publicado em sexta-feira, abril 4, 2014 ·

arena-corinthiansSegue o impasse quanto à liberação das obras de montagem das arquibancadas provisórias norte e sul na Arena Corinthians, interditadas desde segunda-feira (31) pela Superintendência do Ministério do Trabalho. O embargo das obras se deu após a morte do funcionário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que caiu de uma altura de oito metros enquanto trabalhava no local.

Nesta quinta-feira, uma reunião entre representantes da empresa Fast Engenharia, responsável pela instalação das arquibancadas móveis da Arena Corinthians, e da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) terminou sem acordo.

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Para que as obras no Itaquerão possam ser retomadas, o Ministério do Trabalho pediu à Fast Engenharia que providencie: guarda-corpo para os operários, cabo de aço transversal e longitudinal, rede de proteção coletiva ou solução alternativa, comprovação de capacitação dos trabalhadores e documento de análise de risco dos trabalhadores da obra.

“Se eles não apresentarem todos, não tem liberação”, garantiu Luiz Antonio de Medeiros, superintendente do Ministério do Trabalho em São Paulo. Ao jornal Folha de S. Paulo, Medeiros deu uma declaração polêmica: “Se esse estádio não fosse da Copa [do Mundo], os auditores teriam feito um auto de infração por trabalho precário e paralisado a obra. Não vamos nem entrar nesse assunto porque vai atrasar ainda mais a obra. Falei com o ministro e ele deu o respaldo. Estamos fazendo de conta que não estamos vendo”.

Ainda na tarde desta quinta-feira, uma nova fiscalização foi realizada no estádio por representantes do Ministério do Trabalho, sob a companhia de engenheiros da Fast, na tentativa de buscarem uma solução. O principal entrave para a liberação da obra se dá em um item da lista de exigências feitas pelo ministério na terça-feira: a apresentação de um projeto de proteção coletiva aos trabalhadores.

O órgão prefere que seja instalada uma rede abaixo da área em que os operários atuam. A Fast, porém, considera esta obra complexa e difícil de ser realizada e teme que a instalação atrase ainda mais a obra. A alternativa proposta pela construtora é a instalação de torres móveis com bandejas de segurança. O parecer do Ministério do Trabalho sobre esta alternativa proposta pela Fast deve ser dado nesta sexta-feira. Mesmo depois de aprovada e instalada as torres móveis, no entanto, a estrutura ainda terá que passar por uma fiscalização para a obra ser liberada.

Brasil Post

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